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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Quem anda de bicicleta por alguns pontos do DF se expõe diariamente ao perigo

Matéria do correio Braziliense.

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Ciclofaixas incompletas em rodovias de tráfego rápido, pouca sinalização e falta de educação dos motoristas são uma perigosa combinação

Rodolfo Borges

Publicação: 15/01/2010 07:40 Atualização: 15/01/2010 08:58

Os ciclistas que circulam pelas ciclofaixas dos lagos Norte e Sul correm perigo. Delongas na licitação de construção das pistas exclusivas para bicicletas interromperam as obras e deixaram exatamente as áreas onde veículos motorizados e ciclistas se encontram sem a sinalização necessária. Não fosse o bastante, falta educação e os motoristas que trafegam pelas DF-025 e DF-009 invadem o espaço reservado constantemente. O Distrito Federal conta com 42km (1) de ciclovias prontas e outros 125km (2) em construção, números que estão prestes a compor a maior malha cicloviária do país, mas dificuldades financeiras e burocráticas vêm atrapalhando os planos (3) do projeto Pedala-DF — criado para promover e viabilizar a utilização das bicicletas — e expondo os ciclistas a riscos.

Na tarde da última terça-feira, a reportagem acompanhou durante três horas a movimentação pelas ciclofaixas do Lago Sul, tecnicamente chamadas de acostamento ciclável. Flagrou diversas vezes motoristas e motociclistas transitando sem cerimônia pelo espaço reservado às bicicletas, na DF-025. Um deles, inclusive, forçou um ciclista a pegar uma saída à direita para não ser atropelado. “Carrego um apito pendurado ao pescoço para avisar aos motoristas e a outros ciclistas que estou passando. Quem pedala por aqui não pode ficar se espreguiçando, porque tem muita gente invadindo a faixa”, alerta o jardineiro Ismael Santos, 30 anos.

Ciclistas no início da ciclofaixa sinalizada no Lago Sul. Atrás deles, o acostamento não tem qualquer indicação de que se destina ao tráfego de bicicletas - (Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press )
Ciclistas no início da ciclofaixa sinalizada no Lago Sul. Atrás deles, o acostamento não tem qualquer indicação de que se destina ao tráfego de bicicletas

Desde que as ciclofaixas foram implantadas, o segurança Aristide Pereira, 40, se sente mais seguro para ir ao trabalho e voltar para casa de bicicleta, mas essa sensação é enganosa e pode trai-lo. Sem educação, motoristas e ciclistas não conseguirão dividir o mesmo espaço e pode ser um risco expor os bicicleteiros a esse convívio tão próximo com os veículos motorizados. “É como se não tivesse preferência para quem está de bicicleta. Os motociclistas circulam como se a faixa fosse deles e os motoristas de ônibus passam por cima se a gente não ficar atento”, reclama Edivaldo Pereira, 27, que vai de bicicleta até o serviço. Ele trabalha como motorista.

Edivaldo se refere a uma das inúmeras interrupções que as ciclofaixas do DF sofrem ao longo do caminho. A faixa some em cada entrada para áreas residenciais ou pontos de ônibus. “Em Brasília, as ciclofaixas são nulas”, critica Renato Zerbinato, um dos organizadores da Bicicletada de Brasília — evento que, todos os meses, reúne ciclistas para um passeio pelas ruas da cidade. O objetivo, além da diversão, é conscientizar todos sobre a importância de respeitar o ciclista.

Zerbinato considera a ciclofaixa a medida mais educativa para motoristas e ciclistas — “porque coloca todos na mesma condição” —, mas não da forma como foi implantada em Brasília. “Aquilo é para matar ciclista. Pintaram a faixa de qualquer jeito, não tem sinalização e, nas zonas de conflito, não há nada que chame a atenção para aquele trecho”, explica o bicicleteiro.

O secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, diz que as ciclofaixas exigem muito mais educação dos motoristas e dos ciclistas do que uma ciclovia. “Só construímos ciclofaixas nos lagos Sul e Norte por falta de espaço. Os moradores não abrem mão do espaço invadido”, justifica. Segundo ele, as campanhas dependem da existência de vias exclusivas para os ciclistas e vão começar assim que as obras forem concluídas. O secretário aproveitou para lembrar que, em 20 dias, começa a funcionar o esquema de aluguel de bicicletas na cidade.

Muitos motoristas andam sem cerimônia pelo acostamento ciclável   - ()
Muitos motoristas andam sem cerimônia pelo acostamento ciclável


Fiscalização

Para Maurício Gonçalves, da ONG Rodas da Paz, o ideal é privilegiar as ciclovias às ciclofaixas no DF, mas nenhuma dessas adaptações seria necessária se houvesse educação no trânsito. “O mais importante é fazer campanhas e fiscalizar”, defende. “O Código de Trânsito instrui o ciclista a circular pelo acostamento ou pelo bordo direito da pista quando não há espaço exclusivo. Mas só vejo os carros fazendo isso, e sem punição”, reclama. O ideal para quem pedala é poder circular em harmonia com quem dirige. E pelas mesmas vias.

Leonardo Firme, gerente de projeto do Pedala-DF, reconhece que as ciclofaixas dos lagos estão incompletas, mas garante que todas as deficiências de sinalização serão solucionadas. Segundo ele, o GDF reduziu o ritmo das obras de ciclovias de meados de 2009 para cá, devido a uma revisão de gastos ainda motivada pela crise econômica. Além disso, alega, o clima contribuiu. “Assim que as chuvas terminarem, as obras que faltam serão concluídas e o material educativo começará a circular.”

O Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF) foi o responsável por implantar a sinalização horizontal e vertical das ciclofaixas e chegou a restaurar os acostamentos, mas a sinalização dos pontos de conflito depende de um processo licitatório que foi questionado por uma das empresas participantes. “Falta sinalizar as regiões dos pontos de ônibus. Isso inclui a pintura das áreas com tinta vermelha e a colocação de tachões e totens”, explica Luiz Carlos Tanezini, diretor-geral do DER-DF, acrescentando que não há prazo para a conclusão das ciclofaixas.

1 - Prontas
Quatro ciclovias foram construídas nos últimos dois anos. Ficam em Samambaia (7 km); na DF-005 (13 km), que liga o Varjão ao Lago Norte; no Itapoã (8 km); e entre São Sebastião e o Jardim Botânico (14 km). As de Samambaia e Itapoã já fazem integração com o transporte coletivo.

2 - Em obras
Estão em obras quatro acostamentos cicláveis (ciclofaixas) — três no Lago Sul e um no Lago Norte — e três ciclovias — na DF-079, na DF-150, na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e na ligação entre Ceilândia e Samambaia.

3 - Apenas 250km
Criado há dois anos, o plano para a promoção do uso de bicicletas previa a construção de 600km de ciclovias até o fim de 2010, mas a extensão das pistas reservadas a bicicletas não deve passar de 41% disso em 2010. Ainda assim, a extensão das ciclovias do DF deve ultrapassar em breve a do Rio de Janeiro, que mantém 140km de pistas reservadas a ciclistas, hoje a maior malha viária do país.

Diferença

Ciclofaixa
Faixa localizada ao longo de uma via de tráfego. No Distrito Federal, ciclofaixas foram instaladas em acostamentos, que passam a se chamar acostamentos cicláveis. Nessa modalidade, as bicicletas circulam do lado direito dos veículos motorizados e em mão única, separada da pista apenas por sinalização vertical e horizontal.

Ciclovia
A faixa reservada aos ciclistas é separada fisicamente do tráfego de automóveis e pode funcionar com via de mão e contramão. Quando acompanha as vias de tráfego motorizado, geralmente ocupa os canteiros centrais.

» Quando as bicicletas tomam as ruas

Um grupo de ciclistas organiza, na última sexta-feira de cada mês, um passeio de bicicletas pelas ruas do centro de Brasília. Os ativistas se reúnem na Praça da República — rebatizada pelos ciclistas de Praça das Bicicletas em maio do ano passado — e definem o trajeto a ser seguido pelas vias da cidade naquele fim de tarde. Esse tipo de manifestação ocorre em várias cidades ao redor do mundo e tem como intenção sensibilizar os motoristas.

Os encontros mensais costumam reunir de 20 a 30 participantes, mas o último, realizado em dezembro, contou com cerca de 100 bicicleteiros — um recorde, maior inclusive que quantidade de ciclistas reunidos para a inauguração da Praça das Bicicletas. Cada bicicletada tem um tema — São João, Dia das Bruxas, etc — e o fato de aquele passeio servir também como protesto contra o escândalo na política local que veio à tona com a Operação Caixa de Pandora ajudou a reunir mais gente.

Os 100 ciclistas deixaram a praça por volta das 19h e, seguidos pela primeira vez por três pedestres, fecharam faixas do início da L2 Sul e subiram pelas entrequadras até o início da W3 Sul, onde pararam e levantaram as bicicletas acima das cabeças em frente ao shopping Pátio Brasil. Enquanto os manifestantes pedalavam, preocupando-se em deixar pelo menos uma faixa livre para os carros, a velocidade da vias diminuiu.

Os motoristas que concordavam com o protesto contra o governo e a favor das bicicletas buzinavam em apoio. Outros, que queriam simplesmente se livrar do engarramanento, chegaram a jogar os carros para cima dos ciclistas.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

matéria Jornal de Brasília

http://www.jornaldebrasilia.com.br/portal/noticia.php?IdNoticia=129912

Foto: Rafaela Felicciano/JBr">


Manifestantes fazem bicicletada contra a corrupção

16/12/2009 - 20:44:43


A bicicletada saiu da praça do Museu da República, com cerca de 200 manifestantes. Eles seguiram para a L2 Sul e subiram na quadra 403 Sul, chegando à W3. Os ciclistas pararam em frente ao shopping Pátio Brasil, onde ergueram as bicicletas com as mãos e gritaram palavras de ordem, tentando atrair mais pessoas para o movimento.

Em seguida, desceram o Eixo Monumental em direção à Rodoviária, onde ficarm dando voltas. Eles pararam na faixa de pedestre, onde voltaram a chamar as pessoas para o movimento. Agora, os manifestantes dão voltas nas vias internas da Rodoviária. Depois devem seguir para a Esplanada, onde vão rodear a Árvore de Natal.

O percurso termina na Asa Norte, em um bar na quadra 408/409. Durante o percurso, não houve participação da Polícia Militar. Os manifestantes ocuparam uma faixa das vias, mas não chegaram a bloquear a pista. Os carros ultrapassavam facilmente. Só há pouco tempo que a PM chegou à Rodoviária, para acompanhar a movimentação dos manifestantes.

matéria no Correio

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/12/16/cidades,i=161423/MOVIMENTO+BICICLETADA+ASSUME+CARA+DE+MANIFESTACAO+CONTRA+O+MENSALAO+DO+DEMOCRATAS.shtml

Movimento bicicletada assume cara de manifestação contra o mensalão do Democratas

A bicicletada que se tornou um evento tradicional de todas as ultimas noites de sexta-feira na cidade, mudou de data e, desta vez, assumiu caráter de manifestação contra a corrupção desvendada pela Operação Caixa de Pandora. Os cerca de 60 ciclistas que saíram do Complexo da República fizeram uma parada na W3 Sul, onde levantaram as bicicletas. O trânsito é complicado no local.

Como explica um ativista da bicicletada, Renato Zerbinato, o evento ocorre há cerca de três anos em Brasília e somente no último ano o grupo conseguiu se reunir com a periodicidade de uma vez por mês. Além disso, os encontros são sempre temáticos. "Dessa vez, escolhemos tema foram Arruda, em voga na cidade".

Os ciclistas estão com faixas, camisetas e bandeiras pedindo o afastamento do governador do cargo, assim como a apuração de todas as denúncias.

A polícia normalmente não acompanha os encontros mensais da bicicletada. Mas, por conta da possibilidade de haver manifestações "em vista do tema" a PM reforçou o policiamento. Enquanto os participantes estiveram no Complexo da República, até por volta de 19h30, 11 motos e duas viaturas policiais acompanhavam o movimento.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

praça das bicicletas no jornal


Enviado pela Simone.
A placa da praça, com o paraciclo (que é constantemente usada por um punhado de gente) é uma ótima demonstração e como podemos intervir diretamente em nossa cidade e dá certo!

está na hora da gente fazer uma placa mais bonitinha e oficial pra praça né? =)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Audiência pública debateu programas do governo e propôs melhorias

por Luciana Melo

Incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte em condições seguras para os ciclistas é uma alternativa para diminuir os longos engarrafamentos que se formam em diversos pontos do Distrito Federal, todos os dias. Mas apesar da iniciativa ajudar a resolver parte do trânsito conturbado, muitos ciclistas afirmam que ainda não é possível trafegar livremente pelas ruas devido à falta de estrutura e segurança para este tipo de transporte.

Para muitos que utilizam a condução, a situação cicloviária no DF não está perto do que foi previsto no programa de reestruturação proposto pelo governo local. Entre as principais reclamações está o atraso na conclusão das ciclovias.

Foram tantas as reivindicações informais da categoria em diversas oportunidades, que motivaram uma audiência pública - realizada ontem no Parque da Cidade - entre representantes da Câmara Legislativa e usuários do meio de transporte. Diversos pontos do andamento do programa e das mudanças que ainda são necessárias foram debatidos no encontro.

PROGRAMA SERÁ EFETIVADO

Na ocasião, vários parlamentares se pronunciaram quanto a situação dos ciclistas no DF. Os representantes do governo, por sua vez, admitiram que o diagnóstico da situação não é dos melhores e que muito ainda há por ser feito pela categoria. Mas garantiram que o que foi programado irá ser efetivado da forma como havia sido prometido.

Segundo o presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Rodas da Paz, Ronaldo Alves, a intenção do debate foi formalizar as necessidades dos ciclistas para que as soluções possam ser tomadas de forma a beneficiar os usuários e a sociedade, que lida diariamente com os esportistas pelas ruas.

Para Alves, se as novas vias de acesso para bicicletas forem feitas ou até mesmo as melhorias na questão da segurança, todos certamente sairão ganhando. "Se nós, ciclistas, tivermos por onde andar, não iremos disputar a pista com os carros. Muitos acidentes serão evitados e o volume de veículos nas ruas certamente irá diminuir. Todos irão ganhar, inclusive o meio ambiente".

Conscientização é primordial

A necessidade de investir em campanhas de conscientização da sociedade quanto ao respeito pelos ciclistas foi um dos temas mais debatidos na audiência pública. Para o gerente de Projeto Estruturante da Secretaria de Governo e coordenador do Programa Cicloviário do DF (Pedala-DF), Leonardo Firme, todas as iniciativas em favor do ciclismo são importantes, mas a conscientização da população é, sem dúvida, fundamental.

"Se cada um atuar em seu espaço, teremos sucesso em todas as áreas. E investindo na consciência do respeito ao ciclista e na infraestrutura necessária para que cada um tenha sua área de atuação, conseguiremos resolver muitas outras questões, como a redução dos congestionamentos e, até mesmo, melhorar a qualidade de vida da população".

Para o técnico eletrônico Elivelton Barbosa, que pedala há mais de dois anos, e utiliza a bicicleta como seu principal meio de transporte, a conscientização da sociedade é extremamente necessária. "Eu uso a bicicleta para ir trabalhar e já passei por diversas situações no trânsito. As pessoas não respeitam, não dão espaço e muitas vezes ainda fazem gracinha com a gente. Isso nos deixa totalmente inseguros. É muito ruim". Barbosa comenta que, por outro lado, encontrou no meio de transporte uma solução para seus problemas. "Eu levava muito tempo para me deslocar de casa até o trabalho. E hoje, com a bicicleta, chego muito mais rápido e com mais qualidade de vida, pois me estresso menos no trânsito".

Para o professor de Educação Física Diego Bezerra, a qualidade de vida é indiscutível, mas uma coisa que preocupa muito os ciclistas é a questão da segurança. "Pedalar nos permite menos estresse, menos tempo perdido dentro do carro, mas nos deixa muito mais inseguros quanto a nossa segurança."

SAIBA +

Em meio à audiência pública que debateu as melhorias necessárias no programa cicloviário, um ciclista chamou muita atenção. O professor de inglês Craig Alden pedalava pelo Parque da Cidade com seus três cães em cima da bicicleta.

Segundo Alden - que mora na Asa Norte -, ele encontrou no ciclismo um jeito diferente de passear com seus bichinhos de estimação e garante que os animais gostam muito da programação. Frequentador assíduo do Parque da Cidade, ele costuma dar voltas diárias pelas ciclovias do local. Os cães são, ainda, bons equilibristas.

Ciclovias no DF em discussão

O Parque da Cidade foi palco ontem de uma audiência pública para debater políticas para o ciclismo no DF. O evento foi realizado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa, por iniciativa de seu presidente, deputado Paulo Tadeu (PT).

O presidente da Organização Não Governamental (ONG) Rodas da Paz, Ronaldo Martins, ressalta que o poder público só se meche pela comunidade e que a audiência pública é uma forma de manifestar e cobrar. “A vida do ciclista no DF é muito complicada, é preciso sobreviver no trânsito. Foram 26 mortos atropelados só em 2009 em Brasília”, exemplifica.

Com o objetivo de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte, será instalado no DF o sistema cicloviário, por meio da Lei n 4.397, de 31 de agosto de 2009, de autoria do deputado Rôney Nemer (PMDB). A intenção é de que sejam construídas ciclofaixas, faixas compartilhadas e rotas operacionais de ciclismo, além de condições para criação de bicicletários em prédios públicos, parques, centros de compras, escolas, indústrias, condomínios e de promover a integração do sistema cicloviário com o transporte coletivo de passageiros – ônibus, metrô e veículos leves sobre trilhos (VLT). Segundo o deputado Roney Nemer, a norma servirá ainda para que o ciclista conheça seus direitos e deveres, inclusive o pedestre em relação aos ciclistas. “Hoje há um número de carros excessivo. Devemos promover ações que diminuam o tráfego. Nossa intenção é de que haja harmonia entre motoristas, pedestres e ciclistas”, aponta.

DUAS RODAS
Dea Monteiro, 34 anos, usa a bicicleta diariamente para ir trabalhar e usa um apito para chamar a atenção dos motoristas. São 6 km de casa para o local de trabalho. “Acredito que para pequenas distâncias a bicicleta me atenda melhor do que o carro. Quando preciso que as pessoas me vejam, quando avisto um ponto de conflito e que não fui vista, uso o meu apito”, conta. Assim como ela, milhares de pessoas utilizam a bicicleta como meio de transporte no DF. Mas elas pedem segurança, lugares apropriados para transitar e mais respeito no trânsito. Para o ciclista Rafael Maya, as condições das vias hoje são precárias. Não há infraestrutura e falta respeito no trânsito. “Uma grande parcela da população precisa da bicicleta para ir trabalhar e muitas vezes sofre acidentes. Vemos projetos, leis, conferências, mas na prática ainda não existe nada”, reclama.

da Tribuna do Brasil:
http://www.tribunadobrasil.com.br/site/index.php?p=noticias_ver&id=4259

quinta-feira, 18 de junho de 2009

deu no Correio...

Praça das Bicicletas na Crônica da Cidade do Correio Braziliense:

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Setor de Diversões ganha espaço Amigos do Conic


A partir desta quarta-feira (10/6), os frequentadores assíduos do Conic vão ganhar um novo espaço. No local democrático, poetas, pintores e artistas poderão expor seus trabalhos e manifestos. A inauguração está marcada para às 12h30. O “Amigos do Conic”, nome dado ao espaço, funcionará no edifício T4, que fica atrás do Teatro Dulcina de Moraes. A tentativa é de não deixar o espaço morrer.

Um banner de 2 a 4 metros identificará o local. Os dizeres? Uma crônica da jornalista Conceição Freitas “Inquieto e Atrevido”, se refere à cronista ao Conic. A Orquestra Meninos de Ceilândia homenageará o evento. A diretoria da escola de samba carioca Beija-Flor, que visita Brasília, além de uma porta bandeira da escola também devem comparecer ao local.

Inquieto, Atrevido
Meia hora de Conic é suficiente para reduzir a pó a lengalenga de que Brasília é uma cidade fria. O Conic desarruma a cidade planejada, é insubordinado, pornográfico (“sexo ao vivo com a participação do público”), inquieto, múltiplo, negro, jovem, popular, cachaceiro,forrozeiro, evangélico.

Ontem, por exemplo, antes das oito da manhã, o Chico já estava insuflando as massas, convocando os companheiros para as agitações de mais um dia de greve dos vigilantes. Chico, o Vigilante, envelheceu, mas continua vigoroso. O ex-deputado federal, atual presidente do PT, fica muito bem de calça jeans e camisa de manga comprida. Bem melhor do que de terno e gravata. Tenho pra mim que o autêntico Chico é aquele
que cedinho vai pra porta da CUT. Não aquele do Congresso ou da Câmara Legislativa.

Há outros vigilantes no Conic. Os que por volta das dez da manhã já estão tomando cerveja em frente ao cine Ritz, por exemplo, vigiam as moças que farão, logo mais, streap tease e algo mais. Há outros que vigiam os restaurantes. Onze da manhã e já tem gente enfrentando um prato de arroz, feijão e carne de charque. Um rapaz vestido como se fosse um mágico — cartola e fraque — descansa numa cadeira de praia em frente a uma loja de discos. Vigia o sonho.

No Quiosque Cultural do Ivan da Presença, fico sabendo que hoje será inaugurada a Praça das Bicicletas, dos skates, dos patins, dos rolimãs, dos patinetes%u2026 A nova praça da capital planejada não nasceu numa prancheta. Nem foi autorizada pelo Iphan. Também não se gastou um centavo do dinheiro público. A praça surgiu do uso que a população passou a fazer daquele mar de cimento que envolve o Museu e a Biblioteca Nacional. Se o projeto de Niemeyer afugentou a vegetação, os brasilienses inventaram um novo modo de vida naquele chão inóspito, a Praça das Bicicletas. A entidade que está organizando a inauguração, a BicicletadaDF, pretende juntar música e arte ao protesto “contra a sociedade do automóvel”.

No Conic também fiquei sabendo que hoje à noite, no Teatro da Caixa, haverá o 1º Encontro Nordestino de Cordel em Brasília. Só é de se estranhar, que numa cidade tão nordestina, este seja o primeiro encontro de cordelistas. O Conic também me contou que no final de semana que vem Olhos d’Água realiza a 72ª Feira do Troca. Faz parte da programação o Ziriguidum do Além do inesgotável Renato Matos.

Tivesse a cronista mais preparo físico, participaria com gosto da 9ª Cavalgada ao Muquém, nos dias 6 e 7 do mês que está chegando. Brasília ainda desconhece o fenômeno que é a centenária festa religiosa do Muquém, que ocorre em Niquelândia, todo mês de junho, há mais de duzentos anos. É a mais antiga romaria de Goiás. As estimativas variam, mas, por baixo, mais de 150 mil pessoas participam dos 10 dias da festa que começa com uma procissão de 45 quilômetros pela Rodovia da Fé que vai de Niquelândia, a 360km de Brasília, ao povoado de Muquém. Mais informações no quiosque do Ivan.

Deixo o Conic ao som de um forró de pé de serra saindo de uma loja de roupas. No Conic, Brasília é uma cidade qualquer e isso é muito bom! (CF)

http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2009/06/09/noticia_interna/id_sessao=13&id_noticia=117311/noticia_interna.shtml

quarta-feira, 10 de junho de 2009

mais barato de ônibus.

matéria (tosquinha) que mostra alguns dos motivos porque é mais barato e mais legal andar de ônibus do que de carro.

http://www.correioweb.com.br/tvbrasilia/index.htm?id=2621

terça-feira, 2 de junho de 2009

Bicicletada no Jornal Campus.

A Bicicletada e a inauguração da praça das bicicletas sairam no jornal Campus online, da UnB. confira abaixo, ou no link: http://www.fac.unb.br/campusonline/

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Pra todo mundo


A inauguração da Praça das Bicicletas, na última sexta-feira, encheu de significado o espaço vazio bem no centro de Brasília


4_bicicletada


“Alô alô, bicicleteiros! A partir de hoje, oficialmente – mas não burocraticamente –, está inaugurada a Praça das Bicicletas.” Assim começou a noite em que o amplo espaço de concreto entre a Biblioteca Nacional e o Museu da República ganhou um nome e um sentido de convivência e integração mais humano.2_bicicletada

Toda última sexta-feira do mês, o local é ponto de encontro dos participantes da Bicicletada. O evento reúne ciclistas interessados em reivindicar seu espaço nas ruas, o reconhecimento das bicicletas como meio de transporte na malha de trânsito, e condições favoráveis para a prática do ciclismo com segurança.

“A ideia é criar um espaço de referência pra um grupo de pessoas que tentam meios alternativos no trânsito e não conseguem”. Segundo Artur Sinimbu, ex-estudante de Ciência Política e cicloativista, andar de bicicleta em Brasília é um desafio diário. “O desafio de pedalar numa cidade construída para carros”.

Apesar do clima descontraído, não se trata de um simples passeio ciclístico. A força política do evento fica estampada no perfil da maioria dos presentes. O jornalista Pedro Poney participa ativamente da organização das bicicletadas, e afirma que até a palavra organização, aí, pode soar equivocada: “a gente brinca falando que isso aqui é uma coincidência organizada”.

Origem

A “coincidência organizada” tem uma amplitude maior do que se pode imaginar. A inspiração veio de São Francisco, nos Estados Unidos, onde movimentos em prol de uma vida sem automóvel acontecem desde 1992 e são chamados de Critical Mass. No Brasil, as iniciativas ganharam o nome de Bicicletada e acontecem, simultaneamente, em diversas cidades de quase 21 estados.

Em meio à pluralidade que a Bicicletada adquire – resultado das características do movimento em cada cidade onde acontece –, uma noção é comum a todos esses lugares: a crítica à sociedade do automóvel e a todos os problemas que dela decorrem. São evidentes os prejuízos à qualidade de vida que uma rotina diária em engarrafamentos, estacionamentos sem vaga e poluição podem causar.

Outra caracterís3_bicicletadatica comum da Bicicletada nas diferentes cidades é que não há líderes ou estatuto, possibilitando a participação de todos os tipos de gente. Uns são mais ligados a razões ambientais, outros à prática de atividade física, outros movidos pela consciência política. Motivações variadas, interesse igual. Segundo Pedro Poney, “o que é caótico pra umas pessoas, é uma experiência inspiradora pra outras”.

Além de chamar a atenção para os aspectos alarmantes do trânsito em Brasília, a inauguração da Praça das Bicicletas foi um ato simbólico também por promover a ocupação do espaço público numa cidade tão pouco convidativa à interação entre as pessoas fora de limites privados. Entre apitos, balões coloridos e muitas bicicletas, após a fixação da placa nomeando a Praça, os participantes saíram a pedalar. Todos celebrando o dia em que, andando em grupo, os ciclistas tomam a pista e impõem um novo ritmo aos automóveis.