Há alguns anos em Brasília, há muitos em outros lugares do mundo, pessoas se reúnem na última sexta-feira de cada mês para colocar bicicletas nas ruas e reivindicar uma cidade mais humana e menos opressora. Para celebrar o transporte acessível e ecológico. Nas gringas, chamaram de Critical Mass, por aqui a gente apelidou de Bicicletada. A propulsão humana contra a tirania do Apocalipse Motorizado. Circulem: os cartazes, as idéias e as bicicletas.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
HOJE - BICICLETADA!

Bicicletada das bruxas!
29/10/2010
18h30
Praça das Bicicletas (ao lado do Museu Nacional)
O percurso é definido na hora.
Pra quem nunca foi, é so chegar e pedalar!
compareçam e levem mais gente, essa bicicletada promete, com ou sem chuva!
vai rolar muito stencil e muito mais!
Levem tintas, pincéis, sprays...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Dia Mundial Sem Carro!!!
Um dia bacana para repensarmos o trânsito e a organização social das nossas cidades. A mobilização nesse dia pode ser um exercício interessante de reflexão sobre a dependência e o uso muitas vezes irracional dos automóveis em nossa sociedade. A idéia principal é fazer com que as pessoas pensem um pouco sobre o estilo de vida que levam, sobre a possibilidade de diminuírem o uso do carro, ou mesmo, se possível, em substituir o automóvel por outro meio de transporte.
Entre acontecimentos mais e menos institucionais durante a semana, a Bicicletada Brasília orgulhosamente apresenta dois eventos de Ação Direta Bicicleteira:
- Pedalaço na EPTG. Vamos descer a EPTG rumo à Esplanada para mostrar a viabilidade da bicicleta como meio de transporte, a intenção é fazer um protesto silencioso para cobrar a construção da ciclovia. A via terá ainda mais espaço para os carros, graças à mega-ampliação, e será entregue sem a ciclovia prometida.O Pedalaço vai ser no dia 22 de setembro, às 7 horas da manhã. O ponto de encontro é na passarela do Guará. Mais informações em: http://www.pedalacodf.blogspot.com/
- Bicicletada do Dia Mundial Sem Carro. Vamos tomar as ruas com alegria bicicleteira com mais uma festa da Massa Crítica. Pessoas das mais diferentes que se encontram pra pedalar, festejar na rua, reivindicar o espaço, questionar as organizações das cidades, pensar outras formas de se locomover, trocar sorrisos, ideias e retomar um pouco suas vidas. É o que chamamos de Bicicletada, ou Massa Crítica. A Bicicletada vai ser na sexta-feira, 24, 18h. O ponto de Encontro é na Praça das Bicicletas, também conhecido como cimentão do Museu Nacional.
O que é a Bicicletada?
A Bicicletada é um movimento que existe no Brasil desde 2002, inspirado pelos encontros de Massa Crítica que acontecem em mais de 200 cidades ao redor do planeta. Geralmente na última sexta-feira de cada mês, usuários de veículos não-motorizados se encontram para celebrar o transporte inteligente, reivindicar seu espaço nas ruas e o direito de andar com tranquilidade pelas cidades.
A Bicicletada nada mais é do que um espaço de visibilidade, encontro e festa; uma iniciativa horizontal, sem líderes e aberta a todos os
cidadãos. A cada mês, no meio das buzinas e da fumaça, esta celebração permite para troca de idéias, a articulação de projetos e a ação direta em busca de uma cidade melhor, onde todos tenham direito de ir e vir com tranqüilidade.
Saiba mais sobre o dia Mundial sem carro:
O Dia Mundial sem Carro (em inglês, CarFree Day) foi comemorado pela primeira vez em 1998, em 35 cidades francesas. No Brasil, o evento ocorreu pela primeira vez em 2001 e, desde então, vem crescendo o número de adesões de municípios. A expectativa para 2010 é que a data seja comemorada em mais de 100 cidades brasileiras, tais como Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Natal, Salvador e Belém.
As prefeituras das cidades normalmente apóiam, fechando algumas ruas para o trânsito de automóveis, principalmente no centro das cidades. Já é tradicional um dia mundial sem carro repleto de atividades nas cidades que o adotam, como passeios ciclísticos, caminhadas, gincanas para crianças e distribuição de panfletos.
Confira a agenda da semana da mobilidade:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/20/cidades,i=213819/DIA+MUNDIAL+SEM+CARRO+SERA+COMEMORADO+DURANTE+UMA+SEMANA+NO+DF.shtml
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Minha Vida em duas rodas!

Minha vida em duas rodas: a saga de magali, a magrela
Texto: Lígia Benevides
(http://poizentao.blogspot.com/2010/05/bicicletada-de-aniversario.html)
Desde o meu primeiro dia de vida em Brasília, o que eu mais queria nesta vida era ter uma bicicleta para saracotear por aí pedalando. Assim que consegui a minha magrela, preta e amarela, a quem carinhosamente chamo de Magali, comecei a pedalar por aí. Inicialmente, meus trajetos eram modestos: UnB e imediações. Aos poucos, sem perceber, comecei a diminuir o tempo que eu gastava pra ir de um lugar a outro: meu condicionamento físico agradeceu as pedaladas tornando-se melhor e mais resistente.
Não é fácil usar a bicicleta como meio de transporte. Às vezes a distância é muito grande, às vezes está muito ensolarado, às vezes muito frio, às vezes chove. Motoristas que acreditam piamente que as vias asfaltadas são para seu uso exclusivo atrapalham demais a vida do bicicletista. Eles buzinam, xingam, passam a menos de 30cm de distância de você, enfim, agem como dementes. Mas a malandragem tem paciência, sabe esperar. Daqui a uns anos veremos várias ruas das cidades fechadas aos carros e permitidas somente às bicicletas e aos pedestres. Esse dia há de chegar.
Com o tempo fui ficando mais esperta com relação aos caminhos que poderia pegar. Parei de andar nas fedidas passarelas de Brasília para me arriscar nas tesourinhas. Na primeira vez, achei que fosse infartar, tamanha a quantidade de adrenalina correndo velozmente pelo meu sangue. Gritei um UHU que ecoou viaduto adentro, e saí viva e feliz, cortando as asinhas da cidade pela tesourinha (agora eu entendo esse “apelido”). Hoje em dia, já sei quais são as melhores tesourinhas, as mais íngremes, as mais conservadas, as mais vazias. Isso contribui muito para minha mobilidade biciclística.
Há umas semanas atrás um primo meu que mora há muitos anos em Brasília, mas que não anda de bicicleta por aí, revelou sua vontade de começar a pedalar, mas acrescentou o medo do perigo. O perigo não está em andar de bicicleta. O perigo está nos motoristas estúpidos, sem educação, egoístas, que não satisfeitos com as largas vias da cidade, ameaçam com sua máquina de correr a vida das pessoas, por cinco segundo a mais que terão que esperar. As pessoas falam de paz, de amor, de tranqüilidade, mas nada disso passa pela cabeça delas quando estão dirigindo. A “sociedade do automóvel” é egoísta demais para ter o entendimento de que uma pessoa em uma bicicleta é apenas uma pessoa em uma bicicleta, e não um criminoso, um sacana, que está ali só pra te atrapalhar.
Não consegui incentivar meu primo. Eu me garanto, mas se algo acontecesse a ele, eu me sentiria mal pra sempre.
Os motoristas xingam os pedestres quando estes andam num passo normal pela faixa. Muitos, eu já ouvi, dizem que “a pessoa pode até passar pela faixa, mas tinha que acelerar o passo”. Eu não vou nem comentar. Aliás, eu vou sim. Compare a extensão de uma rua com a extensão de uma faixa de pedestres. A faixa deve ocupar cerca de 0,001% da extensão de toda a rua, e ainda assim, o pedestre tem que “andar rápido”. Tenho preguiça da falta de consciência da sociedade brasileira. Seremos uma sociedade sem solução?
Há um ano um grupo de jovens que usam a bicicleta como meio de transporte fez uma placa onde estava escrito “Praça das Bicicletas”. Penduraram-na em um poste que ilumina o Conjunto Cultural da República, em Brasília (DF). É uma imensa quadra, onde existe uma biblioteca, que aos poucos toma vida, e um museu, que abriga exposições, exibições de filmes, palestras e afins. Ao redor, um vazio preenchido por poucos bancos e muito cimento e concreto, convidativo aos skatistas, patinadores e ciclistas. Pendurada a placa, ali agora é a Praça das Bicicletas, que abriga um paraciclo e muita tinta colorida no chão, com desenhos de bicicletas.
Depois de amanhã, dia 28, às 19h, comemora-se um ano dessa ação afirmativa dos bicicleteiros de Brasília, com uma Bicicletada de Aniversário comemorando 1 ano da inauguração da Praça das Bicicletas. Leve sua bicicleta, apitos, balões e, principalmente, sua alegria e disposição. É preciso que as pessoas respeitem a diversidade também no trânsito. Há espaço para todos. Eu escolho a bicicleta, o vento na cara, os cheiros que só sente quem respira fundo, o suor, o calor e a vida.
terça-feira, 18 de maio de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Bicicletada de Brasília homenageia as mulheres

Acontece nesta sexta-feira, dia 26/03, mais uma edição da Bicicletada de Brasília. A pedalada mensal parte às 19h da Praça das Bicicletas, localizada no calçadão do Museu da República, próximo à catedral.
A cada mês, um tema diferente anima os ciclistas que participam da Bicicletada. Desta vez, a celebração-protesto homenageará as mulheres, devido ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março.
Mas nada de alusões ao "sexo frágil" nesse pedal. Os participantes da Bicicletada de Brasília querem mostrar que nem ser mulher e nem andar de bicicleta são sinônimos de fragilidade. As bicicletas ocuparão as vias da Capital Federal para mostrar que a rua deve ser um espaço de todas e todos.
O que é a Bicicletada?
A Bicicletada é a versão brasileira da Massa Crítica (Critical Mass), que teve início em 1992 na cidade de San Francisco, nos Estados Unidos. Hoje o evento acontece regularmente em mais de 400 cidades por todo o mundo. No Brasil, onde existe desde 2002, a Bicicletada é realizada em mais de 50 cidades nas cinco regiões do país.
É importante ressaltar que, apesar do nome "Bicicletada", o movimento se destaca como uma grande "festa da propulsão humana", onde qualquer pessoa utilizando veículos não motorizados - como patins, patinetes ou skates - é bem-vinda. Algumas edições da Bicicletada de Brasília já foram acompanhadas até mesmo por pessoas a pé.
Quando é a Bicicletada?
Para mais informações
Site da Bicicletada Brasília: http://bicicletadadf.blogspot.com
Site da Bicicletada no Brasil: http://www.bicicletada.org
Lista de discussões da Bicicletada Brasília: http://br.groups.yahoo.com/group/bicicletada/
A concentração será a partir das 18h, na Praça das Bicicletas, ao lado do Museu Nacional. Tragam tintas e giz de cera para pintar as camisetas e a praça!
terça-feira, 16 de março de 2010
Pelados em Brasília!
É com intensa satisfação que informamos o sucesso da 2º Pedalada Pelada de Brasília.
O evento, que acontece anualmente, reuniu no último sábado (13/03/10) cerca de 30 manifestantes que saíram às ruas da Capital Federal, pedalando pelados para protestar contra a violência no trânsito e denunciar a falta de respeito sofrida pelos ciclistas diariamente.
Assim que o sol baixou, por volta das 16h, a manifestação teve início, quando alguns manifestantes ficaram completamente nus, atraindo olhares de curiosos que passavam pelo local e olhavam atônitos a massa crítica e nua se deslocando pelo imenso e inóspito cimentão que abriga o Complexo Cultural da República.
Num trajeto relativamente curto, de aproximadamente 11km pelo “centro” do Plano Piloto, os pelados foram conduzindo suas bicicletas, primeiramente descendo a Esplanada dos Ministérios em direção à Praça dos Três Poderes, onde ocuparam a rampa de acesso do Supremo Tribunal Federal numa curta ciranda de bikes – gesto cheio de significado num país em que cerca de 1500 ciclistas são mortos no trânsito por ano, sendo que apenas um em toda história foi condenado pela justiça.
Em seguida, agora subindo a Esplanada, os manifestantes se postaram em frente ao Congresso Nacional, onde, em meio a palavras de ordem como “Eu tô de bike/E eu confesso/Tô pedalando NÚ congresso”, realizaram o tradicional levantamento de bicicletas, exigindo respeito e atenção.
A “peladada” continuou animada, provocando a curiosidade dos pedestres e motoristas que - ao contrário do que é praxe no dia a dia - reduziam drasticamente a velocidade ao passar pelos ciclistas para entender o que estava acontecendo. Muitos tiravam fotos com suas câmeras e celulares, muitos buzinavam e acenavam em apoio e felizmente, em nenhum momento houve nenhum ato de grosseria ou repúdio.
A manifestação seguiu animada, passando pelo Teatro Nacional, pelo shopping Conjunto Nacional e pelo Conic, subindo pelo Setor Comercial Sul até ganhar novamente o Eixo Monumental, em direção ao Complexo Cultural da Funarte, onde estava sendo realizada a Conferência Nacional de Cultura.
E foi lá, agora cantando: “Bicicleta é arte/Tô pedalando pelado na Funarte”, além de outras palavras de ordem, que foi encerrada a 2º Pedalada Pelada de Brasília.
Como já mencionado, felizmente não aconteceu nenhum contratempo, e nenhum atrito. Nos momentos mais tensos, quando a massa foi escoltada por viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal, todos continuaram protestando naturalmente, sem provocações e pacificamente. Isso certamente garantiu a segurança/integridade do grupo e fez do protesto um sucesso completo.
Para ver mais notícias do evento:
http://www.flickr.com/photos/saulocruz/sets/72157623493014897/
Créditos das imagens:
Saulo Cruz;
Paula Cinquetti;
Philippe.
terça-feira, 9 de março de 2010
2º Pedalada Pelada em Brasília

No Brasil, aproximadamente 1.500 ciclistas morrem atropelados por ano.
São dezenas de acidentes diários em que os ciclistas, desprotegidos, são violentamente desrespeitados por motoristas estressados e irresponsáveis, blindados em suas armaduras de ferro e motor.
A World Naked Bike Ride, por aqui rebatizada de Pedalada Pelada, é um protesto pacífico que já acontece em dezenas de cidades pelo mundo todo.
O principal objetivo deste protesto é mostrar para os motoristas e para as autoridades o quanto somos frágeis em comparação aos outros meios de transporte.
Fazemos parte do trânsito e exigimos respeito e atenção!
Em 2010, Brasília será contemplada com a 2º edição da Pedalada Pelada.
Pedalamos nús, pois é assim que "nús" sentimos no dia-a-dia do caótico trânsito na Capital Federal.
O protesto está marcado para o próximo sábado, a partir das 15h.
A concentração será a partir das 14h, na Praça das Bicicletas, ao lado do Museu Nacional.
segunda-feira, 1 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Bicicletada de fevereiro - bicicletas nas ruas
Pelo menos num dia do mês, a região central de Brasília fica tomada pelas bicicletas, que formam uma autêntica massa crítica.
Concentração a partir das 18h, no cimentão do Museu da República, ao lado da Catedral.
Ocupemos as vias em protesto contra a carrocracia dominante no DF. Venha pedalar, papear e soltar a voz: Mais Bicicletas = Menos Carros!
Em que cidade você prefere viver?
W3 Sul durante a Bicicletada de maio/2009
Uma das diversas vias expressas da capital federal
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
BICICLETADA DE FEVEREIRO!

Para quem quer comemorar o carnaval, ou para quem não gosta de carnaval mas quer comemorar a prisão do Arruda, a queda do P.O. e acompanhar de perto o efeito dominó...
Para conversar pessoalmente sobre os ultimos acontecimentos, as coisas boas, as coisas ruins e como podemos melhorar sempre!
Ou simplesmente para quem pedala todos os dias nesse trânsito maluco e sabe que tem ao menos UM DIA DO MÊS em que pode encontrar os amigos de bicicleta e pedalar tranquilamente, numa grande festa!!!!
BICICLETADA
DIA 26 DE FEVEREIRO DE 2010
19h
PRAÇA DAS BICICLETAS (Museu Nacional)
Vai rolar stencil, quem quiser chega mais cedo e leva camiseta!
http://www.bicicletadadf.blogsp
ÚH BICICLETADA!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Quem anda de bicicleta por alguns pontos do DF se expõe diariamente ao perigo
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Ciclofaixas incompletas em rodovias de tráfego rápido, pouca sinalização e falta de educação dos motoristas são uma perigosa combinação
Rodolfo Borges
Publicação: 15/01/2010 07:40 Atualização: 15/01/2010 08:58
| Ciclistas no início da ciclofaixa sinalizada no Lago Sul. Atrás deles, o acostamento não tem qualquer indicação de que se destina ao tráfego de bicicletas |
Edivaldo se refere a uma das inúmeras interrupções que as ciclofaixas do DF sofrem ao longo do caminho. A faixa some em cada entrada para áreas residenciais ou pontos de ônibus. “Em Brasília, as ciclofaixas são nulas”, critica Renato Zerbinato, um dos organizadores da Bicicletada de Brasília — evento que, todos os meses, reúne ciclistas para um passeio pelas ruas da cidade. O objetivo, além da diversão, é conscientizar todos sobre a importância de respeitar o ciclista.
Zerbinato considera a ciclofaixa a medida mais educativa para motoristas e ciclistas — “porque coloca todos na mesma condição” —, mas não da forma como foi implantada em Brasília. “Aquilo é para matar ciclista. Pintaram a faixa de qualquer jeito, não tem sinalização e, nas zonas de conflito, não há nada que chame a atenção para aquele trecho”, explica o bicicleteiro.
O secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, diz que as ciclofaixas exigem muito mais educação dos motoristas e dos ciclistas do que uma ciclovia. “Só construímos ciclofaixas nos lagos Sul e Norte por falta de espaço. Os moradores não abrem mão do espaço invadido”, justifica. Segundo ele, as campanhas dependem da existência de vias exclusivas para os ciclistas e vão começar assim que as obras forem concluídas. O secretário aproveitou para lembrar que, em 20 dias, começa a funcionar o esquema de aluguel de bicicletas na cidade.
| Muitos motoristas andam sem cerimônia pelo acostamento ciclável |
Fiscalização
Para Maurício Gonçalves, da ONG Rodas da Paz, o ideal é privilegiar as ciclovias às ciclofaixas no DF, mas nenhuma dessas adaptações seria necessária se houvesse educação no trânsito. “O mais importante é fazer campanhas e fiscalizar”, defende. “O Código de Trânsito instrui o ciclista a circular pelo acostamento ou pelo bordo direito da pista quando não há espaço exclusivo. Mas só vejo os carros fazendo isso, e sem punição”, reclama. O ideal para quem pedala é poder circular em harmonia com quem dirige. E pelas mesmas vias.
Leonardo Firme, gerente de projeto do Pedala-DF, reconhece que as ciclofaixas dos lagos estão incompletas, mas garante que todas as deficiências de sinalização serão solucionadas. Segundo ele, o GDF reduziu o ritmo das obras de ciclovias de meados de 2009 para cá, devido a uma revisão de gastos ainda motivada pela crise econômica. Além disso, alega, o clima contribuiu. “Assim que as chuvas terminarem, as obras que faltam serão concluídas e o material educativo começará a circular.”
O Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF) foi o responsável por implantar a sinalização horizontal e vertical das ciclofaixas e chegou a restaurar os acostamentos, mas a sinalização dos pontos de conflito depende de um processo licitatório que foi questionado por uma das empresas participantes. “Falta sinalizar as regiões dos pontos de ônibus. Isso inclui a pintura das áreas com tinta vermelha e a colocação de tachões e totens”, explica Luiz Carlos Tanezini, diretor-geral do DER-DF, acrescentando que não há prazo para a conclusão das ciclofaixas.
1 - Prontas
Quatro ciclovias foram construídas nos últimos dois anos. Ficam em Samambaia (7 km); na DF-005 (13 km), que liga o Varjão ao Lago Norte; no Itapoã (8 km); e entre São Sebastião e o Jardim Botânico (14 km). As de Samambaia e Itapoã já fazem integração com o transporte coletivo.
2 - Em obras
Estão em obras quatro acostamentos cicláveis (ciclofaixas) — três no Lago Sul e um no Lago Norte — e três ciclovias — na DF-079, na DF-150, na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e na ligação entre Ceilândia e Samambaia.
3 - Apenas 250km
Criado há dois anos, o plano para a promoção do uso de bicicletas previa a construção de 600km de ciclovias até o fim de 2010, mas a extensão das pistas reservadas a bicicletas não deve passar de 41% disso em 2010. Ainda assim, a extensão das ciclovias do DF deve ultrapassar em breve a do Rio de Janeiro, que mantém 140km de pistas reservadas a ciclistas, hoje a maior malha viária do país.
Diferença
Ciclofaixa
Faixa localizada ao longo de uma via de tráfego. No Distrito Federal, ciclofaixas foram instaladas em acostamentos, que passam a se chamar acostamentos cicláveis. Nessa modalidade, as bicicletas circulam do lado direito dos veículos motorizados e em mão única, separada da pista apenas por sinalização vertical e horizontal.
Ciclovia
A faixa reservada aos ciclistas é separada fisicamente do tráfego de automóveis e pode funcionar com via de mão e contramão. Quando acompanha as vias de tráfego motorizado, geralmente ocupa os canteiros centrais.
» Quando as bicicletas tomam as ruas
Um grupo de ciclistas organiza, na última sexta-feira de cada mês, um passeio de bicicletas pelas ruas do centro de Brasília. Os ativistas se reúnem na Praça da República — rebatizada pelos ciclistas de Praça das Bicicletas em maio do ano passado — e definem o trajeto a ser seguido pelas vias da cidade naquele fim de tarde. Esse tipo de manifestação ocorre em várias cidades ao redor do mundo e tem como intenção sensibilizar os motoristas.
Os encontros mensais costumam reunir de 20 a 30 participantes, mas o último, realizado em dezembro, contou com cerca de 100 bicicleteiros — um recorde, maior inclusive que quantidade de ciclistas reunidos para a inauguração da Praça das Bicicletas. Cada bicicletada tem um tema — São João, Dia das Bruxas, etc — e o fato de aquele passeio servir também como protesto contra o escândalo na política local que veio à tona com a Operação Caixa de Pandora ajudou a reunir mais gente.
Os 100 ciclistas deixaram a praça por volta das 19h e, seguidos pela primeira vez por três pedestres, fecharam faixas do início da L2 Sul e subiram pelas entrequadras até o início da W3 Sul, onde pararam e levantaram as bicicletas acima das cabeças em frente ao shopping Pátio Brasil. Enquanto os manifestantes pedalavam, preocupando-se em deixar pelo menos uma faixa livre para os carros, a velocidade da vias diminuiu.
Os motoristas que concordavam com o protesto contra o governo e a favor das bicicletas buzinavam em apoio. Outros, que queriam simplesmente se livrar do engarramanento, chegaram a jogar os carros para cima dos ciclistas.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
matéria Jornal de Brasília
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16/12/2009 - 20:44:43
A bicicletada saiu da praça do Museu da República, com cerca de 200 manifestantes. Eles seguiram para a L2 Sul e subiram na quadra 403 Sul, chegando à W3. Os ciclistas pararam em frente ao shopping Pátio Brasil, onde ergueram as bicicletas com as mãos e gritaram palavras de ordem, tentando atrair mais pessoas para o movimento.
Em seguida, desceram o Eixo Monumental em direção à Rodoviária, onde ficarm dando voltas. Eles pararam na faixa de pedestre, onde voltaram a chamar as pessoas para o movimento. Agora, os manifestantes dão voltas nas vias internas da Rodoviária. Depois devem seguir para a Esplanada, onde vão rodear a Árvore de Natal.
O percurso termina na Asa Norte, em um bar na quadra 408/409. Durante o percurso, não houve participação da Polícia Militar. Os manifestantes ocuparam uma faixa das vias, mas não chegaram a bloquear a pista. Os carros ultrapassavam facilmente. Só há pouco tempo que a PM chegou à Rodoviária, para acompanhar a movimentação dos manifestantes.
matéria no Correio
Movimento bicicletada assume cara de manifestação contra o mensalão do Democratas
A bicicletada que se tornou um evento tradicional de todas as ultimas noites de sexta-feira na cidade, mudou de data e, desta vez, assumiu caráter de manifestação contra a corrupção desvendada pela Operação Caixa de Pandora. Os cerca de 60 ciclistas que saíram do Complexo da República fizeram uma parada na W3 Sul, onde levantaram as bicicletas. O trânsito é complicado no local.
Como explica um ativista da bicicletada, Renato Zerbinato, o evento ocorre há cerca de três anos em Brasília e somente no último ano o grupo conseguiu se reunir com a periodicidade de uma vez por mês. Além disso, os encontros são sempre temáticos. "Dessa vez, escolhemos tema foram Arruda, em voga na cidade".
Os ciclistas estão com faixas, camisetas e bandeiras pedindo o afastamento do governador do cargo, assim como a apuração de todas as denúncias.
A polícia normalmente não acompanha os encontros mensais da bicicletada. Mas, por conta da possibilidade de haver manifestações "em vista do tema" a PM reforçou o policiamento. Enquanto os participantes estiveram no Complexo da República, até por volta de 19h30, 11 motos e duas viaturas policiais acompanhavam o movimento.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Bicicletada Fora Arruda: Sucesso Total!
aí bicicleteiras e bicicleteiros!
foi bonito demais a massa crítica ontem. Obrigado a todo mundo que foi e fez aquela grande festa nas ruas. Sem dúvida um marco pra história da Bicicletada em Brasília. Mais uma vez as bicicletas se mostraram uma das maneiras mais bacanas de se manifestar: nunca foi tão fácil fechar as ruas, despistar a polícia, ocupar um prédio e escapar pela tangente.
Se metade das pessoas que apareceram ontem continuarem frequentando a massa, a bicicletada vai se tomar essa cidade.
Em breve: relatos, fotos, vídeos e matérias da mídia pelega.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
é amanhã!

16/12 - Bicicletada Fora Arruda!
Compra de deputados. Compra de secretários. GDF se vendendo ao interesse particular de grandes empresários. Dinheiro na meia e na cueca. Panetones milionários.Os fatos recentes que vieram à tona sobre o jeito como o governador Arruda e sua máfia governam o Distrito Federal deixaram a população brasiliense de queixo caído.
Mas para quem usa o transporte público ou alternativo todos os dias para se locomover em Brasília, esses fatos não chegam a surpreender. Essas pessoas já sentiam que havia algo de podre no GDF há muito tempo.
É que tem algo de errado num governo que não consegue oferecer um transporte público eficiente e barato para a população, obrigada a mofar nas paradas de ônibus e arcar com o custo de um sistema que de integrado só tem o nome. Tem algo de errado num governo que gasta milhões de reais em obras faraônicas de construção e duplicação de vias, enchendo os cofres das grandes construtoras e privilegiando o transporte motorizado individual (automóvel), que só transporta a minoria da população.
Tem algo de errado num governo que, na contramão da história, cerceia o direito de ir e vir de ciclistas e pedestres, contribuindo para fazer de Brasília uma cidade caótica, poluída e desumanizada. Tem algo de errado num governo que apresenta como solução mágica para problemas assim um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que pretende derrubar centenas de árvores em toda a W3 para ser construído e não vai ser usado por ninguém.
Bicicletada Fora Arruda
A última investida contra a sociedade do autómovel nesse ano!
Nesta quarta-feira, 16/12, às 18h.
Na praça das bicicletas. (onde fica a praça?)
Mais bicicletas, menos panetone.
O cartaz está acima, ajude a divulgar.
O que é a Bicicletada?
A Bicicletada é um movimento que existe no Brasil desde 2002, inspirado pelos encontros de Massa Crítica que acontecem em mais de 200 cidades ao redor do planeta. Geralmente na última sexta-feira de cada mês, usuários de veículos não-motorizados se encontram para celebrar o transporte inteligente, reivindicar seu espaço nas ruas e o direito de andar com tranquilidade pelas cidades. A Bicicletada nada mais é do que um espaço de visibilidade, encontro e festa; uma iniciativa horizontal, sem líderes e aberta a todos os cidadãos. A cada mês, no meio das buzinas e da fumaça, esta celebração permite para troca de idéias, a articulação de projetos e a ação direta em busca de uma cidade melhor, onde todos tenham direito de ir e vir com tranqüilidade.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
o crime da ciclofaixa
O CRIME DACICLOFAIXA
Conversa afiada
Há dois anos, Jorge Brand, Fernando Rozenbaum e Juan Parada – ativistas do coletivo de arte e urbanismo Interlux – foram apreendidos e acusados de delito ambiental. Crime: terem pintado uma faixa para bicicletas num trecho de asfalto da Augusto Stresser, Alto da XV, durante comemoração do Dia Mundial sem Carro. O trio recorreu da sentença duas vezes, sem sucesso. Veja a defesa do filósofo e iogue Jorge Brand, 28 anos.
O que você diria à turma da prefeitura?
Que não entende o significado do nosso gesto. O procurador Ivan Bonilha diz que se reconsiderar, vai abrir precedentes para outros processos de pichação. Mas não pichamos a rua. A ação foi feita à luz do dia, como um gesto de desobediência civil.
Em que pé está a briga?
Para começar, havia 50 pessoas na Stresser em 2007, mas só nós três fomos levados à delegacia. Por que não prenderam todo mundo? É arbitrário. Nossa multa está na Dívida Ativa e soma mais de R$ 1 mil para cada um. Podemos pagar, mas invalidaria nossa luta.
Os ciclistas declararam guerra…
Não, mas estamos insatisfeitos. Há muito discurso em torno do Plano Cicloviário, mas na prática o ciclista não está incluído nos projetos urbanos. Falta diálogo. O prefeito diz que gosta de bicicletas, mas acho que não.
Publicado originalmente no Entrelinhas, de Cláudio Feldens (colaborou José Carlos Fernandes).
Gazeta do Povo (18/10/09) – www.portal.rpc.com.br/gazetadopovo/servicos/conteudo.phtml?tl=1&id=935026&tit=Desafio-abacaxi
Dia 29 haverá manifestação nas proximidades da Procuradoria municipal e Prefeitura. Ajude a protestar contra essa iniquidade.
saiba mais em:
http://bicicletadacuritiba.wordpress.com/2009/10/19/o-crime-ambiental/





