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segunda-feira, 24 de maio de 2010

nossa faixa resiste


Surpreendentemente, nossas intervenções na cidade costumam durar mais tempo que o previsto. Imaginávamos que a placa e o paraciclo instalados na Praça das Bicicletas durariam poucos dias e eles resistiram bem: a placa sofreu sérios danos após muitos meses, mas as vagas estão lá, amarradas ao poste.

A faixa pintada durante o Pedal do Silêncio, em protesto pelos ciclistas mortos no DF, resistiu no gramado em frente ao Buriti. Passei pelo local hoje de manhã e estava tudo lá: a faixa e as cruzes.

Seguimos na luta! Abraço,

Uirá


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pedal do Silêncio no Correio de hoje

http://www.correiobraziliense.com.br/impresso/

Brasília, quinta-feira, 20 de maio de 2010


Trânsito
Passeio para pedir respeito pelos ciclistas

Intitulado Pedal do Silêncio, movimento que será realizado hoje na Esplanada vai lembrar aqueles que perderam a vida ao trafegar de bicicleta pelas ruas. Em 2009, foram 41

· Adriana Bernardes

Adauto Cruz/CB/D.A Press - 18/5/10


Concentração dos ciclistas será na Praça das Bicicletas do Museu Nacional. Um dos organizadores do evento é Renato Zerbinato (E)



Os ciclistas mortos no trânsito serão lembrados hoje, em um passeio ciclístico pelas ruas de Brasília. O movimento, batizado como Pedal do Silêncio, é uma homenagem às vítimas e um protesto por condições mais seguras para quem faz da bicicleta um meio de transporte ou de lazer. Nos últimos 14 anos, 723 deles perderam a vida nas vias do Distrito Federal, 41 só no ano passado.

A concentração vai ser na Praça das Bicicletas do Museu Nacional, às 19h, e a saída será as 19h30. O circuito será Esplanada dos Ministérios. Quem aderir ao passeio deve vestir roupas brancas, levar velas e não poderá ultrapassar a velocidade de 20km/h. Os organizadores recomendam o uso de capacetes e de luvas. O Pedal do Silêncio ocorre simultaneamente em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória e Brasília, sendo que na capital federal é a 2ª edição.

Um dos organizadores do evento é Renato Zerbinato, da Sociedade das Bicicletas. Ele diz que no DF quem usa esse meio de transporte para o lazer não tem tantas dificuldades. “Tem o Parque da Cidade e o Eixão, aos domingos e feriados. Mas, quem trabalha, enfrenta muitos problemas. Faltam ciclovias. Onde tem, o motorista desrespeita e algumas são mal sinalizadas”, critica.

Avanços
No papel, o governo do Distrito Federal tem projeto para construir 600km de ciclovia. Na prática, os ciclistas do DF têm apenas 42km de percurso seguro. Inicialmente, a proposta lançada em 2007 tinha como meta entregar as obras até dezembro de 2010. Mas, a sete meses do fim do ano, o governo comemora a possibilidade de superar a malha do Rio de Janeiro, que hoje conta com 160km de ciclovias.

Mesmo a possibilidade de entregar apenas 26% do projeto total, Leonardo Firme, gerente de projeto do Pedala DF, da Secretaria de Transportes, considera um avanço. “Em 2007 o DF não tinha nenhuma ciclovia e ela tornou-se prioridade. Tivemos que rever as nossas metas em função dos problemas enfrentados pelo governo. Mas se conseguirmos superar a malha do Rio, Brasília terá a maior rede de ciclovias do país e será a capital nacional da bicicleta”, ressaltou.

Atualmente, todos os projetos de regularização urbana e construção de novas vias no Distrito Federal têm a previsão de faixas destinadas aos ciclistas. Leonardo Firme ressalta que o projeto contempla, além da segurança deles, a integração com todos os meios de transporte coletivo — ônibus, metrô e veículo leve sobre trilho. “Vamos reduzir o número de veículos nas vias, o congestionamento e a poluição. Além disso, uma pessoa ativa tem menos problemas cardíacos e obesidade. Bicicleta não é apenas um meio transporte, é saúde e respeito ao meio ambiente”.

Educação
Até o fim de julho, o setor de Educação do Trânsito do Departamento de Trânsito (Detran) vai concluir um levantamento nas empresas, especialmente da construção civil, para saber quantos funcionários usam a bicicleta como meio de transporte. Assim que esse mapeamento estiver pronto, o órgão começará uma campanha de educativa com foco no ciclista. Para isso, o Detran espera conseguir apoio das empresas que deverão abrias suas portas para que os educadores capacitem os funcionários sobre a maneira segura de conduzir a bicicleta nas vias.

O diretor de Educação de Trânsito, Marcelo Granja, pretende começar os cursos com dicas de segurança para os trabalhadores no início do segundo semestre. “Ensinamos a forma segura de conduzir a bicicleta e a importância do uso dos equipamentos de segura como o retrovisor sem haste os adesivos refletivos traseiros e dianteiros. Precisamos de três dias e a palestra é feita na hora do almoço”, explica.

Motoristas também serão orientados nas abordagens de ruas. Para não colocar o ciclista em risco, o condutor de veículos motorizado precisa respeitar a distância de 1,5 metro das bicicletas ao fazer ultrapassagem ou passagem. “Quando passam muito perto, os veículos criam um vácuo que pode derrubar os ciclista. Vamos conscientizar a todos sobre o convívio cidadão e a correta circulação nas vias.” As ONGs também serão chamadas para ajudar nos projetos.


Para saber mais
Homenagem

A primeira edição do Pedal do Silêncio ocorreu em Dallas, no Texas, em 16 de maio de 2003. O movimento surgiu em homenagem ao ciclista de resistência Larry Schwartz, morto em um acidente com um ônibus. O Pedal do Silêncio prevê um passeio silencioso por alguns quilômetros da cidade, em que os ciclistas trajam uma camiseta branca e uma faixa preta em algum dos braços.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pedal do Silêncio 2010



Todos os anos, cerca de 1500 ciclistas morrem nas ruas e rodovias brasileiras. São mais de 3 ciclistas por dia, vítimas de um trânsito hostil, violento, dominado pelos veículos automotivos, mesmo sendo a bicicleta o meio de transporte mais sustentável já inventado, portanto merecedor de respeito e consideração.

As ruas do Distrito Federal refletem a mesma triste estatística, segundo dados do DETRAN/DF nos últimos 14 anos foram 769 ciclistas mortos, o que nos dá uma média de 1,14 ciclista morto por semana, ou seja, durante 14 anos consecutivos a média é a mesma e nada se faz a respeito.

O Pedal do Silêncio, é um passeio ciclístico em homenagem a todas as pessoas mortas em acidentes de trânsito enquanto andavam de bicicleta.

O movimento, que teve sua primeira edição na cidade americana de Dallas em 16/05/2003, em homenagem ao ciclista de endurance Larry Schwartz, morto em um acidente com um ônibus meses antes, prevê um passeio silencioso por alguns quilômetros na cidade, com os ciclistas trajando uma camiseta branca e uma faixa preta em algum dos braços. A história e o propósito do evento estão em:

www.rideofsilence.org


Essa será a 8ª edição do evento que acontece simultaneamente em diversas cidades do planeta. No Brasil, o Pedal do Silêncio já acontece em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Brasília.

No próximo dia 20 de Maio, acontecerá a 2° edição deste evento pacífico aqui na Capital Federal.
A concentração é a partir das 19h e a pedalada as 19:30h.
O local é a Praça das Bicicletas, no cimentão do Museu Nacional.




Pedalando em velocidades de no máximo 20 km/h, os ciclistas usarão camisetas brancas com uma faixa preta amarrada em um dos braços, sem esquecer o capacete.

(O uso do capacete não é obrigatório, mas aconselhado)


BRASÍLIA
Horário: 19:30 (Concentração a partir das 19:00)
Local: Praça das Bicicletas - No cimentão do Museu Nacional - ao lado da Catedral.