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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Motorista do Correio Braziliense atropela ciclista

tirado daqui ó:
http://blogdakatiamaia.blogspot.com/2010/06/motorista-do-correio-braziliense.html

Motorista do Correio Braziliense atropela ciclista

O desrespeito ao ciclista está generalizado nas ruas de Brasília e infelizmente constatei isso esta noite ao retomar os meus pedais com o PedalNoturnoDF. Estávamos todos em um grupo de 30 pesoas, pedalando em pelotão, com equipamentos de segurança e respeitando as regras básicas de transito, quando um motorista, dirigindo um carro do Correio Braziliense, jogou o carro sobre o grupo.

O flagrante de desrespeito partiu de um veículo de órgão de imprensa que frequentemente faz reportagens de apoio ao ciclista e á causa de um trânsito consciente. O motorista, nitidamente irritado com o pelotão de ciclistas que passava pelo eixo monumental, próximo à rodoviária, não quis esperar o grupo passar e começou a forçar a entrada de seu carro no meio do pelotão.

Infelizmente, o Correio faz matérias pró-ciclistas, mas se esquece de treinar e deucar seus proprios motoristas para agir decentemente e com respeito no transito.

Um dos ciclistas tentou argumentar com o motorista e pediu para ele esperar o pelotão passar. Não adiantou. O motorista xingou o ciclista e jogou o carro sobre o outro ciclista que vinha logo atrás, o André Fujimoto, que perdeu o equilíbrio no momento em que o carro bateu na bicicleta e foi ao chão, caindo sobre o ombro.

O motorista, que dirigia o Carro de número 31, do Correio Brasilienze, placa JIU 0845, arrancou com o veículo sem prestar socorro ou mesmo procurar saber se o ciclista estava bem. Nós chamamos os Bombeiros que o levaram para o Hospital de Base para fazer exames.

Espero do Correio Braziliense que procure apurar o fato e tome as devidas providências.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Acidente de trânsito é maior causa de morte de jovens, diz OMS

Principais vítimas são pessoas entre 5 e 29 anos; dos 1,2 mi que morrem por ano, metade estão fora dos carros
Agência Estado e Associated Press
NOVA YORK - Acidentes rodoviários são a principal causa de morte de pessoas entre 5 e 29 anos, afirma a Organização Mundial de Saúde (OMS) em estudo divulgado nesta quarta-feira, 2. De acordo com a agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), quase metade dos mortos em acidentes rodoviários no mundo são pedestres, ciclistas e motociclistas.
Por ano, 1,2 milhão de pessoas morrem no trânsito, segundo a OMS. Mais de 90% das mortes ocorrem nas nações em desenvolvimento. Nos países mais pobres, 80% das mortes no trânsito são de "usuários vulneráveis", ou pessoas que não estão nos carros.
Ainda segundo a OMS, o número de pessoas feridas no trânsito se aproxima de 50 milhões. O relatório se baseia em dados de 2008.
A divulgação do estudo, descrito pelos funcionários da OMS como a primeira análise ampla de segurança no trânsito em 178 nações, coincidiu como uma Assembleia Geral da ONU que declarou que os próximos dez anos serão de ações do órgão para o assunto.
"Não serão apenas palavras no papel para uma boa e burocrática resolução da ONU. Nós temos um plano de ação, sabemos o que precisa ser feito, e temos a intenção de colaborar com muitas outras agências", disse Etienne Krug, do departamento para redução de ferimentos e violência da OMS em Genebra.
O objetivo, segundo os oficiais do órgão, é diminuir o índice de mortes na década em 50%, o que deve salvar 5 milhões de vidas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

atropelamento no rio

Câmeras da CET-Rio mostram momento exato de atropelamento

Acidente envolveu um ônibus, um carro de passeio e uma bicicleta.
Segundo corpo de bombeiros, mulher e criança estavam na bicicleta.

Um acidente envolvendo um ônibus, um carro e uma bicicleta chocou quem passava pela Estrada Marechal Alencastro, em Deodoro, no subúrbio do Rio. Câmeras da CET-Rio flagraram o episódio na quarta-feira (4) e as imagens foram divulgadas pela companhia.

O vídeo ao lado mostra imagens fortes do momento exato em que, após ser atingido por ônibus, o carro de passeio acerta uma mulher e uma criança que esperam o sinal fechar para atravessar numa bicicleta.

Segundo o Corpo de Bombeiros, três mulheres que estavam no carro foram atendidas e liberadas no local. Elas seriam Maria de Fátima Chaves, de 47 anos, Nilceia da Silva Mattos, 36, e Helena Marta Gomes dos Santos, 56.

Segundo funcionários do Hospital Carlos Chagas, a criança, de 7 anos, que fora atendida anteriormente numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA), foi examinada pelos médicos e liberada em seguida.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, não consta atendimento médico para a mulher que estava com a criança.

A reportagem do G1 procurou em todos os hospitais da região, mas não encontrou registro de atendimento da mãe da criança.

Assista o vídeo em: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1373081-5606,00.html

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ciclista morre atropelada por caminhão

Correio Braziliense
Da Redação

Publicação: 24/04/2009 08:21
Atualização: 24/04/2009 09:04

Uma ciclista morreu na manhã desta sexta-feira, por volta das 6h50, na BR-040. Segundo informações de testemunhas, uma carreta teria atropelado a mulher, na altura do km 12 da via, próximo ao Jardim Ingá. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirma que o veículo responsável fugiu e ainda não foi localizado. O corpo da mulher está no local aguardando perícia. Uma faixa da BR está fechada, mas não há complicações no trânsito. Nas demais vias que cortam o Distrito Federal, o trânsito segue tranquilo, sem pontos de retenção. É o que afirma a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) da Polícia Militar. Na Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) houve um acidente, por volta das 8h10. Uma viatura da PM foi deslocada para o local, mas de acordo com agente dos posto policial localizado na via, a colisão não complica o fluxo de veículos.

...

Enquanto isso, o GDF anuncia que vai implantar corredores exclusivos de ônibus na EPTG, até que seria uma boa notícia... MAS... como os corredores vão ocupar espaço na via, serão construídas mais quatro faixas de rolamento (duas para ir e duas para voltar) para veículos particulares.

OU seja, o GDF faz pouco caso dos ciclistas, sua política de segregação se alastra cada vez mais e nós, temos que pedalar indefesos, disputando espaço com carros, motos, ônibus e caminhões.

Como pode, o GDF suspender as obras das ciclovias previstas no tão famigerado programa PEDALA DF, dizendo que por causa da crise não tem verba para continuá-las, e ao mesmo tempo anunciar a construção de mais quatro faixas de rolamento numa via onde o fluxo de veículos já é pra lá de desastroso...

Esse é o incentivo que o GDF dá para sua população.

Ao invéz de investir em transporte publico de qualidade, em ciclovias, em programas de educação no trânsito, prefere gastar milhões ampliando as vias e incentivar ainda mais o uso egoísta dos carros.

Enquanto a população permanece calada, fatos como esse se tornam mais e mais parte do nosso cotidiano!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Acidentes de carro: R$ 117 milhões para tratar vítimas em 2006

A lógica capitalista dos automóveis anda em completa sintonia com o ideal liberal de que a sociedade é formada por indíviduos completamente independentes entre si, cujas vontades, forças, desejos não se influem nem se afetam mutuamente. Os carros são uma ótima maneira de criar barreiras entre nós e o mundo. Dentro da gaiola de metal, servida com ar-condicionado e rádio AM-FM, os problemas do mundo viram problemas "dos outros".

Mas isso não impede quem tá do lado de fora tentar mostrar pra essas pessoas que a coisa não é bem por aí:

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Jornal do Brasil
31/03/2009

O custo da violência para o SUS
Luciana Abade

Os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com internações por agressão em 2006 foram de R$ 40 milhões. A despesa com as internações das vítimas de acidentes de carro no mesmo ano foi de aproximadamente R$ 117 milhões. Os números, no entanto, para tratar essas agressões e acidentes são pelo menos quatro vezes maiores. É o que mostra estudo realizado por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Publicada pela Fiocruz, a pesquisa levou em consideração o atendimento ambulatorial e surpreendeu os pesquisadores quando constatou-se um número abaixo do esperado em relação à violência.

- Esse foi o resultado maior. A mortalidade ocasionada pela violência é muito alta - afirma uma das autoras do estudo, Rute Imanishi. - O número de internações consequentes de violência é relativamente baixo porque a maioria das vítimas morre antes de ser atendida e, quando chegam vivas aos hospitais, são atendidas na emergência.

Um exemplo dessa situação é a a constatação que, no ano 2000, as agressões representaram 38% do total de mortos por causas externas e apenas 5,4% dos internados pelo mesmo motivo. Ainda assim, a pesquisa garante que essa demanda é suficiente para congestionar os serviços de emergência dos hospitais das grandes cidades.

Em 2006, foram realizadas 11.721.412 internações nos hospitais do SUS no Brasil, sendo 822.412 por causas externas. Destas, 48.283 devido a agressões e 123.100 devido a acidentes de transporte terrestres. De acordo com o Ministério da Saúde, o custo de uma internação é maior nas regiões Sul e Sudeste. E, no Sul, o custo chega a ser o dobro da Região Norte.

Para estimar um número mais próximo da realidade, além de levantar os atendimentos ambulatoriais, os pesquisadores consideraram os gastos estaduais e municipais com a saúde pública.O método mostrou que enquanto o DATASUS anunciou um gasto, em 2004, de R$ 540 milhões com internações hospitalares registradas como causas externas, como agressões e acidentes de trânsito, a despesa ultrapassou a casa dos R$ 2 bilhões.

Precariedade - Segundo a pesquisadora, a falta de bancos de dados completos dificulta a ação dos pesquisadores e, consequentemente, a criação de políticas públicas para a área. Esse problema ocorre, principalmente, porque nem todas as despesas necessárias para custear as internações hospitalares passam pelos registros de Autorização para Internação Hospital (AIH). E os registros de pagamentos das AIHs, principais referências para os repasses de recursos federais, não contemplam os gastos efetuados por estados e municípios com o SUS. Além disso, o atendimento ambulatorial não especifica a natureza do problema da vítima.

De acordo com Rute, os autores da pesquisa reconhecem a complexidade da matéria saúde no Brasil, mas acreditam que o simples procedimento de preencher a Classificação Internacional de Doenças (CID) no prontuário médico de entrada nos hospitais já seria suficiente para o aprimoramento qualitativo e quantitativo das pesquisas.