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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Resultado do júri popular – assassino do ciclista Pedro Davison

É com tristeza e muita frustração que informo o resultado do júri popular do assassino de Pedro Davison.
Por 4 votos a 3, o júri aceitou a acusação de homicídio com dolo eventual. Ou seja, ao trafegar pela faixa central do Eixão, a pelo menos 90 km/h e sob efeito de álcool (atestado pelo policial que flagrou o réu, após a fuga, numa blitz), o motorista Leonardo da Costa assumiu o risco de matar pedestres e ciclistas que passavam pelo local. No entanto, a decisão final do juiz se limitou à pena mínima de 6 anos, com o benefício de o réu poder recorrer em liberdade. Com tantas provas e testemunhos contra o acusado, o juiz relevou o fato de Leonardo não ter antecedentes criminais, ser trabalhador e ter um filho.
Ao final do julgamento, as pessoas que exigiam justiça, incluindo parentes e amigos de outras vítimas da guerra diária no trânsito, ficaram arrasadas e clamaram por justiça, com gritos e choros.
Resumindo, o criminoso atropelou, matou e fugiu. E, agora, escapou de uma pena justa!
Para aliviar a dor, fica a notícia que obtive com o promotor José Pimentel Neto – vale registrar que ele fez um excelente trabalho na acusação – de que o Ministério Público recorrerá da decisão.
Parabéns a todos que lutam por justiça, que não se conformam com a selvageria nas pistas. Vários cidadãos se concentraram desde cedo em frente ao tribunal, com faixas e bicicletas, e lotaram o plenário! Muita força e paz no coração, família Davison.


Manifestantes clamaram por justiça desde cedo em frente ao TJDFT

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

o crime da ciclofaixa

O CRIME DACICLOFAIXA

linda ciclofaixa

guarda municipal leva em cana

Jorge Brand diz: “ação a favor da bicicleta virou multa”

Conversa afiada

Há dois anos, Jorge Brand, Fernando Rozenbaum e Juan Parada – ativistas do coletivo de arte e urbanismo Interlux – foram apreendidos e acusados de delito ambiental. Crime: terem pintado uma faixa para bicicletas num trecho de asfalto da Augusto Stresser, Alto da XV, durante comemoração do Dia Mundial sem Carro. O trio recorreu da sentença duas vezes, sem sucesso. Veja a defesa do filósofo e iogue Jorge Brand, 28 anos.

O que você diria à turma da prefeitura?

Que não entende o significado do nosso gesto. O procurador Ivan Bonilha diz que se reconsiderar, vai abrir precedentes para outros processos de pichação. Mas não pichamos a rua. A ação foi feita à luz do dia, como um gesto de desobediência civil.

Em que pé está a briga?

Para começar, havia 50 pessoas na Stresser em 2007, mas só nós três fomos levados à delegacia. Por que não prenderam todo mundo? É arbitrário. Nossa multa está na Dívida Ativa e soma mais de R$ 1 mil para cada um. Podemos pagar, mas invalidaria nossa luta.

Os ciclistas declararam guerra…

Não, mas estamos insatisfeitos. Há muito discurso em torno do Plano Cicloviário, mas na prática o ciclista não está incluído nos projetos urbanos. Falta diálogo. O prefeito diz que gosta de bicicletas, mas acho que não.

Publicado originalmente no Entrelinhas, de Cláudio Feldens (colaborou José Carlos Fernandes).

Gazeta do Povo (18/10/09) – www.portal.rpc.com.br/gazetadopovo/servicos/conteudo.phtml?tl=1&id=935026&tit=Desafio-abacaxi

Dia 29 haverá manifestação nas proximidades da Procuradoria municipal e Prefeitura. Ajude a protestar contra essa iniquidade.

saiba mais em:

http://bicicletadacuritiba.wordpress.com/2009/10/19/o-crime-ambiental/