quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Notícia sobre Eixão do Lazer – “disciplinar o tráfego na via”

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2010/12/07/interna_cidadesdf,226646/eixao-do-lazer-passa-por-mudancas-e-nao-fecha-mais-em-feriados-locais.shtml

Eixão do Lazer passa por mudanças e não fecha mais em feriados locais

Publicação: 07/12/2010 20:20 Atualização: 07/12/2010 20:32

A partir desta quarta-feira (8/12) haverá mudanças no funcionamento do Eixão do Lazer. Agora, além dos domingos, o Eixão só ficará fechado para os veículos nos feriados nacionais. Além disso, veículos pesados ficam proibidos de circular. O objetivo, segundo o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF), Genésio Tolentino, é ajustar e disciplinar o tráfego na via.

Os horários continuam os mesmos, das 6h às 18h, para evitar transtornos no trânsito. A decisão foi tomada após a confusão causada no dia 30 de novembro, quando o Eixão foi fechado em um feriado local. Os motoristas enfrentaram grandes engarrafamentos, pois nem todos os trabalhadores aderiram ao dia de folga.

A outra intervenção será quanto à circulação de veículos pesados na via. Com exceção dos ônibus de transporte coletivo que fazem linha expressa (sem paradas) ou aqueles veículos que forem devidamente autorizados pelo DER/DF, os veículos pesados ficam proibidos de trafegar pelo Eixo Rodoviário Sul/Norte, em todos os dias da semana.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Texto sobre bicicletas na prova do Min do Turismo.

83 mil candidatos tiveram que ler. O Texto é do Denis Russo (com adaptações).
O link vai mais adiante e na prova estava mais ou menos assim:

Bicicleta é meu meio de transporte preferencial desde os 13, 14 anos de idade. Eu ia pedalando para a escola, para a faculdade. Sejamos honestos: não comecei a pedalar por consciência ambiental. Nem existiam essas coisas, acho (eu, assim como todo mundo que eu conhecia, jogava lixo no chão sem nenhuma cerimônia). Comecei a pedalar porque era mais divertido. Mas o fato é que comecei, e não larguei nunca mais.

Mais de vinte anos pedalando em São Paulo fizeram de mim um ciclista agressivo. Aprendi a enfiar a bicicleta nas brechinhas entre os carros, a olhar os motoristas desafiadoramente, a espatifar eventuais retrovisores, a levantar o dedo médio com alguma frequência.

Trânsito é formado por mim, por você, pelos nossos carros, nossas bicicletas. Cabe a nós melhorá-lo. E o melhor jeito de melhorar as coisas é conversando. Sem deixar passar quando vê algo errado. Sem deixar a raiva esgotar a razão.

Fui experimentar a ciclofaixa que a prefeitura de São Paulo inaugurou aos domingos de manhã, perto do Ibirapuera. Dia de sol, muita gente, clima de festa, pais ensinando filhinhos a pedalar. Dava para ver que tinha muita gente lá que nunca tinha pedalado em São Paulo.

Mas essa história de confinar as bicicletas aos domingos das 7 ao meio-dia é mais para controlar os ciclistas do que para dar espaço a eles. Parece que a iniciativa foi mais para tirar bicicletas da frente dos carros do que para estimular gente a pedalar.

O mais triste é que essa iniciativa vai na contramão de estimular a convivência entre carros e bikes. Separados por uma fileira de cones, ciclistas e motoristas nem se olhavam na cara.

Uma cidade pode convidar as bicicletas para ajudar a melhorar o trânsito. Um bom jeito de abordar o tema é dando uma olhada em exemplos internacionais.

Vejamos por exemplo San Francisco, nos Estados Unidos. As ciclovias (ruas apenas para bicicleta, onde carros não entram) e as ciclofaixas (faixas demarcadas no chão, exclusivas para ciclistas) não são muitas. Mas nem só de ciclovias e ciclofaixas se faz um paraíso ciclístico; em ruas largas carros e bicicletas compartilham o mesmo espaço. Não há lá separação física entre carros e bicicletas, apenas uma sinalização ostensiva para que os motoristas saibam que aquele lugar é também para se pedalar. As linhas azuis pontilhadas são ruas estreitas compartilhadas entre carros e bicicletas. Motorista que entra lá sabe que, se houver uma bike na frente dele, ele tem que manter distância e não pode ultrapassá-la. Dá para uma pessoa sair de qualquer lugar da cidade e chegar em qualquer outro lugar. É isso que eu chamo de infraestrutura ciclística. É isso que as grandes cidades brasileiras poderiam começar a construir – inaugurando algumas raras ciclofaixas em ruas movimentadas, mas principalmente sinalizando o compartilhamento em ruas tranquilas, sem trânsito.

Em Paris, onde não há ciclovias ou ciclofaixas, a faixa de ônibus é compartilhada com as bicicletas. E os ônibus respeitam. Mantêm distância das bicicletas e não ultrapassam, mesmo que seja um velhinho pedalando devagar com uma baguete debaixo do braço.

Em Bogotá, a infraestrutura é bem menor que a de Paris, ou mesmo a de Nova York. Mas há também um grid quadriculadinho que chega em toda parte da cidade.

E as vias são só um pedacinho da história, tem muito mais a fazer: bicicletários nas calçadas em vias movimentadas, vagões de metrô adaptados para bikes (um por trem), racks de bicicleta nos ônibus e, fundamental, uma imensa campanha de conscientização, de educação para o trânsito. Bom marketing é mais que investir em imagem – é efetivamente melhorar a vida das pessoas. Isso gera uma gratidão que não tem preço. E o turismo também sai ganhando com isso: trânsito mais humano, maior hospitalidade.


Vale ler o original:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mercado Público de Porto Alegre desencoraja o uso da bicicleta como transporte

da Massa Crítica de POA

Mercado Público de Porto Alegre desencoraja o uso da bicicleta como transporte

Crédito: Gilberto Simon

Na última quinta-feira, dia 25 de novembro, fomos como de costume fazer compras no Mercado Público de Porto Alegre em nossas bicicletas. Porém, como havia uma feira no largo Glênio Peres, não pudemos acorrentar nossas bicis nos postes da área e decidimos, na falta de local mais adequado, prendê-las nos portões do Mercado.

Fizemos nossas compras tranqüilamente e quando retornamos para pegar nossas bicicletas veio a surpresa: além da nossa corrente, havia outra corrente prendendo-as ao portão. No final das contas descobrimos que o cadeado era da equipe de segurança do Mercado e que eles possuem a ordem de acorrentar as bicicletas para desencorajar a prática. Indignados, mandamos um e-mail para a coordenação do Mercado Público, com cópias para vários e-mails da SMIC (Secretaria Municipal de Indústria e Comércio) e recebemos a seguinte resposta, no qual a responsável nos diz para deixar nossas bicicletas para momentos de lazer ao ar livre e não para utilizá-la como transporte para ir até o Mercado Público:

Em 29 de novembro de 2010 15:47,

Boa tarde.

Entendemos sua indignação mas, em uma cidade como Porto Alegre, onde não é habitual usar bicicletas como meio de transporte, uma situação como o ocorrido não é de surpreender.
Não estamos preparados para receber ciclistas e nem há previsão de bicicletário no Mercado Público. Não existem avisos por ser considerar-se óbvio que, em local público, não seja esperada a visitação acompanhada por bicicletas ou animais domésticos não havendo, portanto, um local que seja adequado ou seguro para deixá-los.
A orientação de prender ou apreender bicicletas é utilizada para desencorajar e advertir a prática, pois não podemos ser responsáveis por possíveis danos ou mesmo roubo que possam ocorrer.
A partir de seu contato, pensaremos em soluções adiantando que tais projetos precisam de um prazo razoável de avaliação.
Pedimos que considere as medidas tomadas não como grosseria, mas como um meio de proteger seu patrimônio pessoal.
Não deixe de vir ao Mercado para prestigiar Eventos, fazer compras ou passear. Deixe sua bicicleta para aproveitar momentos de lazer ao ar livre. Já conseguimos progressos em construir ciclovias. Como vê, estamos “chegando lá”.
Esperamos sua compreensão.
Att
Coordenação de Próprios / SMIC

Alô, Prefeitura! Alô, Mercado Público! Ninguém quer que vocês se responsabilizem por possíveis danos a nossas bicicletas, só queremos um local apropriado para deixá-las enquanto fazemos nossas compras.

“Deixar nossas bicicletas para momentos de lazer ao ar livre”? É essa a visão da Prefeitura Municipal de Porto Alegre?

Se por acaso, alguém que vier a ler esse post, e também ficar indignado com isso, por favor, clique aqui para mandar um e-mail manifestando a sua opinião para nossos, assim chamados, “dirigentes”.

Ciclofaixas para dignidade - Entrevista Enrique Penalosa



Entrevista com ex-prefeito de Bogotá/Colômbia sobre a humanização das cidades e prioridade aos ciclistas e pedestres, concedida durante a visita do mesmo à Ciclofaixa de São Paulo em Dez/09. Reportagem de Renata Falzoni para a ESPN, disponível, juntamente com o artigo escrito, em http://espnbrasil.terra.com.br/renata... Visite http://www.viaciclo.org.br.

XI Conferência das Cidades - o Futuro das Cidades no Novo Contexto Socioambiental

XI Conferência das Cidades - o Futuro das Cidades no Novo Contexto Socioambiental

Desde 27 de setembro (segunda-feira), estão abertas as inscrições para a XI Conferência das Cidades, que ocorrerá nos dias 7 e 8 de dezembro, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

O objetivo maior desta edição é conhecer os problemas experimentados pelas cidades e propor soluções práticas - tanto no escopo normativo quanto na ação das autoridades locais - para uma convivência mais harmônica e inclusiva no espaço urbano.

Foram convidados a compor as mesas temáticas do evento vários estudiosos e especialistas respeitados. Os debates serão enriquecidos com a participação de um público altamente qualificado, formador de opinião, capaz de interferir na elaboração e na condução das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano.

Participe da XI Conferência das Cidades. Uma oportunidade de refletir profundamente acerca do futuro das cidades, com foco nas gerações futuras.

http://www2.camara.gov.br/participe/eventos/xi-conferencia-das-cidades/apresentacao

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Feirões oferecem carro com entrada de R$ 1

Feirões oferecem carro com entrada de R$ 1

do Blog de Ecologia Urbana de ecourbana

Montadoras e revendas já atingiram nesta semana a marca de 3 milhões de veículos vendidos e antecipam feirões por causa do fim de ano

Cleide Silva, O Estado de S. Paulo, 19 de novembro de 2010

SÃO PAULO – Montadoras e concessionárias anteciparam para este fim de semana grandes feirões para desova de estoques, cientes de que dezembro é um mês com menos dias úteis por causa das festas de Natal e Ano Novo. Como apelo de vendas, oferecem carros novos com entrada de R$ 1 e saldo em 60 meses, pagamento da primeira parcela depois do carnaval, juro zero para financiamento e sorteio de carro de luxo.

A indústria automobilística pretende comercializar neste mês e no próximo no mínimo 600 mil veículos para encerrar o ano com volume recorde de vendas de 3,4 milhões de unidades. Na sexta-feira, o total acumulado no ano já passava dos 3 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Só neste mês foram licenciados, até quinta-feira, 186.598 automóveis novos, uma média de 15.549 unidades por dia útil, a maior da história. Em relação ao mesmo período de novembro de 2009, os negócios aumentaram quase 30%. Na comparação com igual intervalo de outubro, a alta é de 14,3%, segundo dados das empresas.

Para o diretor-geral de comunicação, relações públicas e governamentais da General Motors, Marcos Munhoz, a marca de 3 milhões de carros vendidos no mercado brasileiro “é simbólica” e foi atingida um mês e meio antes em relação ao ano passado. Em sua opinião, juros baixos e prazo longo ajudam muito na decisão de compra de um bem de alto valor, como o automóvel.

“Mas, se o consumidor não tiver confiança de que vai poder pagar, vai estar empregado e que sua renda não será diluída pela inflação, oferecer juros menores e prazos longos não adianta”, afirma Munhoz.

O diretor da GM ressalta que, nos EUA, o juro é praticamente zero, os prazos para pagamento chegam a cinco anos e, ainda assim, “o mercado não reage porque não há confiança.”

Entrada simbólica

A Volkswagen realiza sábado e domingo feirões nos estacionamentos do Shopping Aricanduva, na zona leste de São Paulo, do Extra Anchieta, em São Bernardo do Campo, e do Shopping Osasco, além de estender ofertas para a rede de concessionárias em todo o País. A marca promove campanha em que o consumidor pode dar R$ 1 de entrada.

O Gol G5, por exemplo, pode ser adquirido com entrada simbólica de R$ 1 e 60 parcelas fixas de R$ 749. Outra opção é pagar a primeira parcela de R$ 5.698 após o carnaval e 60 prestações de R$ 631. A terceira alternativa é comprar o modelo à vista por R$ 28.490 e escolher como brinde vidros e travas elétricas ou ar condicionado.

Com o último feirão do ano agendado no Sambódromo, na zona norte da capital, a Fiat oferece, entre outras ofertas, Palio Fire 1.0 de R$ 26.070 por R$ 23.990. Toda a linha é vendida sem entrada, com primeira parcela em março e saldo em 60 meses. Como brinde na compra, o cliente pode escolher o pagamento do IPVA do ano, alarme, película protetora ou tapetes e protetor de cárter.

A GM optou por promoção em toda a rede de distribuidores. Quem comprar qualquer carro zero da marca terá direito a um cupom para concorrer em sorteio de um Camaro, modelo importado do Canadá que será lançado na próxima semana ao preço de R$ 185 mil. Já há encomendas de 400 unidades e fila de espera pelo sedã, diz Munhoz.

A Nissan realiza sábado e domingo feirão no estacionamento do Shopping Center Norte, também na zona norte de São Paulo com atrativos como primeira parcela depois do carnaval e juro zero. O comprador também leva gratuitamente um kit com IPVA, emplacamento, tanque cheio e película de proteção solar.

Local inédito

Um grupo de concessionárias da General Motors, Honda, Toyota e Volkswagen escolheu o estacionamento do supermercado Wall Mart, também na zona norte, para um feirão inédito no local. “Tivemos de batalhar muito para conseguir este espaço”, diz Mário Santos, diretor do grupo MSantos, agência especializada em varejo de automóveis.

“Como dezembro é um mês curto por causa das festas, muitas marcas antecipam os grandes eventos e chega a faltar local para feirões”, diz Santos, que já prepara outro megafeirão para o próximo fim de semana.

Espera por vaga em estacionamento de shopping chega a meia hora em SP

Espera por vaga em estacionamento de shopping chega a meia hora em SP

Luísa Alcalde, O Estado de S.Paulo, 19 de novembro de 2010

A procura por vagas em estacionamentos de shoppings de São Paulo chega a 30 minutos nos fins de semana. A reportagem visitou 16 dos 64 centros de compras da capital durante um mês e meio, sempre aos sábados, das 12h30 às 17h30. O maior tempo de espera, 31 minutos, cronometrados desde a entrada no estacionamento, foi registrado no Shopping Pátio Paulista, na região central. Em outros cinco, a espera variou entre 10 e 25 minutos.

E a situação deve piorar nas próximas semanas. Segundo a Associação dos Lojistas de Shopping Centers (Alshop), as vendas de Natal devem ter aumento de 12% em relação a 2009, o que significa mais gente nos centros de compras.

Em todos os shoppings visitados houve reclamações de frequentadores. Alguns dizem já ter esperado até uma hora por uma vaga e há os que reduziram as compras ou passaram a deixar o carro em casa.

“Estou há mais de meia hora parado aqui esperando alguém sair. Já não venho mais ao shopping justamente por isso. Como apareceu uma festa de última hora, não tive como escapar e vim comprar o presente”, reclamou o técnico em telefonia Rubens Mendes, no estacionamento do Center Norte, na zona norte. “Aliás, já estou perdendo a festa.” No dia da visita, 2 de outubro, a reportagem demorou 25 minutos para estacionar ali.

“Cansei de ver brigas em estacionamentos de shoppings”, afirma o empresário Leandro Cher. Ele ainda não desistiu dos estacionamentos, mas busca alternativas. “Prefiro parar nos valets. É mais caro, mas mais cômodo”, diz. Leandro também deixa o carro nos lava-rápidos dos shoppings. “Assim, resolvo dois problemas de uma vez só.”

A administradora Flávia Tolosa, de 46 anos, prefere andar dez quadras para ir ao Pátio Paulista. “Depois do Natal de 2008, quando rodei e não achei vaga, tive de pagar e ainda estacionei do lado de fora, nunca mais vou passar por isso”, diz. Se chove, ela vai de táxi. “Fica mais barato.”

Facilidades. O Pátio Paulista informou que vai criar mais 500 vagas em seu estacionamento até 2011 e que instalará um sistema de painéis que indicam onde há lugares disponíveis. Outros afirmam oferecer opções como o sistema Sem Parar, valets e sinalização das vagas. / COLABOROU LÍGIA TUON

Locais visitados

Pátio Paulista, Morumbi, Eldorado, Aricanduva, Villa-Lobos, Metrô Santa Cruz, Market Place, Iguatemi, Anália Franco, Tatuapé, Pátio Higienópolis, Vila Olímpia, Bourbon, West Plaza, Ibirapuera, Center Norte.