segunda-feira, 8 de novembro de 2010

morte de ciclista na EPTG

A EPTG mostra, mais uma vez, porque merece ser chamada de Linha Vermelha.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/11/07/cidades,i=222055/MOTORISTA+ATROPELA+E+MATA+PEDESTRE+EM+TAGUATINGA+NA+MANHA+DESTE+DOMINGO.shtml

Motorista atropela e mata pedestre em Taguatinga na manhã deste domingo

Leilane Menezes

Publicação: 07/11/2010 09:40 Atualização: 07/11/2010 10:34

Um carro ainda não identificado pela polícia atropelou e matou o pedestre Mário Dantas Pereira, 27 anos, por volta das 6h deste domingo, em Taguatinga. O rapaz tentava atravessar a Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG), sentido Guará-Taguatinga, na entrada da segunda cidade, quando foi atingido.

De acordo com informações do Centro Integrado de Atendimento e Despacho do Corpo de Bombeiros (Ciad), o motorista não prestou socorro e fugiu do local.

Segundo informações, Mário retornava de uma festa e estava afastado do trabalho por causa de problemas cardíacos. A perícia chegou ao local do acidente e encontrou uma parte do parachoque do veículo. A peça deve ajudar os policiais a chegarem até o atropelador.

Para R. DaMatta, brasileiro enlouquece e vira nazifascista no trânsito

Para R. DaMatta, brasileiro enlouquece e vira nazifascista no trânsito; veja livro

da Livraria da Folha

O sociólogo Roberto DaMatta reflete sobre o perigo de se transitar nas ruas, avenidas e rodovias brasileiras nas páginas de "Fé em Deus e Pé na Tábua" (Rocco, 2010), escrito em parceria com João Gualberto Moreira Vasconcellos e Ricardo Pandolfi.


João Brito/Folhapress
Para antropólogo, ruas foram dominadas por veículos e pedestres correm constante risco de morte ao transitar
Para antropólogo, ruas foram dominadas por veículos e pedestres correm constante risco de morte ao transitar

Para os autores, há uma inversão dos valores democráticos no trânsito e quem domina a situação é a minoria motorizada em detrimento da maioria pedestre. Essa hierarquia invertida faz com que os motoristas se sintam empoderados e assumam comportamentos impensados, ditatoriais e desrespeitosos à lei.


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"A minoria forte e protegida, explosivamente embrutecida por seus motores (e, muitas vezes, por seus revólveres e suas barras de ferro), torna-se opressora da maioria que, tentando seguir para o trabalho, para a escola ou simplesmente ir para casa, vê-se forçada a tentar sobreviver."

"Do mesmo modo que um governo tem o poder de nos massacrar com o que lhe der na telha (impostos, política externa voltada para confraternizar com ditadores, descaso pelas regras mais comezinhas do bom-senso), nós - dentro de um veículo - viramos nazifascistas. Nos transformamos em hierarcas superiores em um espaço marcado pela igualdade. Admoestamos e damos lições brutais aos que ousam desobedecer ou desafiar o fato estabelecido de a rua ser dos carros."

Divulgação
Livro analisa perigosa relação dos brasileiros com o transito
Livro analisa perigosa relação dos brasileiros com o transito

O volume analisa o motivo das pessoas se sobreporem com tanta facilidade às leis de trânsito e os fatores que levam os brasileiros atrás do volante a surtar violentamente.

Também é estudada a distribuição de automóveis, ônibus, motocicletas e bicicletas no espaço público e como eles se relacionam uns com os outros. Uma das principais ideias sustentadas é de que o carro funciona como uma extensão do corpo do próprio motorista.

Entre as soluções para o caos do asfalto, os cientistas sociais propõem novas formas de pensar a educação para o trânsito, que precisa levar em consideração a realidade caótica brasileira. Eles sugerem abordagens que podem mudar o comportamento dos motoristas ao longo do tempo.

DaMatta é um dos mais conhecidos e importantes antropólogos brasileiros. É autor dos livros "A Bola Corre Mais do Que os Homens" (Rocco) e "Carnavais, Malandros e Heróis" (Rocco), entre outros. Seus textos são marcados por linguagem simples e acessível, que torna públicos conhecimentos construídos nas universidades, os quais normalmente ficariam presos a complicados jargões acadêmicos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cultura da bicicleta na Europa - bom exemplo

texto e fotos por Uirá Lourenço


Para os que sonham com cidades saudáveis no Brasil e ainda creem na possibilidade de, um dia, termos boas condições para a mobilidade por bicicleta, vale conferir o link abaixo, com imagens sobre o uso de bicicleta em Paris, Berlim, Amsterdam e Copenhague.

Cultura da bicicleta na Europa
http://picasaweb.google.com.br/uiradebelem/CulturaDaBicicletaNaEuropa

Observei que são diversas as medidas de incentivo às bicicletas: ciclovias, ciclofaixas, bicicletários, integração intermodal, sinalização, fiscalização e educação no trânsito. Além disso, incentivo ao transporte coletivo, desestímulo aos automóveis (política de tributação e restrição do espaço destinado a eles) e moderação de tráfego (com destaque para as zonas 30, de baixa velocidade) fazem parte do pacote de melhorias na mobilidade.

Fica como exemplo a ser seguido.

Teremos novos governos em 2011. E a Copa será em 2014. O cenário é, em tese, favorável a mudanças. Só nos resta lutar por melhorias na mobilidade urbana. Definitivamente, a locomoção motorizada individual tradicionalmente adotada nos centros urbanos do Brasil não é racional nem saudável.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

reciclando as bicicletas

Recycling the Cycled
http://www.dudecraft.com/2010/11/recycling-cycled.html




Love this extensive post over at Bike Guerilla, packed with all the creative things people have done with old bicycles. Just goes to prove...Old bikes never die, some weirdo just makes a gate out of them. Much more here.

via Recyclart

GDF não cumpre promessa de construir 280 km de ciclovia

As ciclovias prometidas para o fim do ano, ficaram só no papel. A promessa foi feita há 40 dias e as obras nem começaram. O Distrito Federal tem 42 km de ciclovia construídos e outros 68 km em obras.


A promessa foi feita no dia 22 de setembro pelo governador Rogério Rosso, que prometeu investir R$ 54 milhões em 280 quilômetros de ciclovias até o fim do mandato. Mas, se foi um incentivo para quem queria trocar o carro pela bicicleta, não funcionou. Quase 40 dias depois, nada de obra.

“O tempo está acabando, o governo está se encerrando. Na próxima semana entra o governo de transição e as prioridades são outras e a gente fica na expectativa”, afirma o presidente da ONG Rodas da Paz, Ronaldo Alves.

O governo não concluiu nem as ciclovias que já estavam em construção, como as de Ceilândia, Santa Maria e Recanto das Emas. Em muitas cidades, os ciclistas ainda esperam para poder pedalar com tranquilidade. Em São Sebastião, a ciclovia começa no fim da cidade.

“A gente anda de bicicleta na pista junto com os carros, aí corre perigo de ser atropelado a qualquer hora. Eu já fui atropelado uma vez”, conta o estudante Weslei Oliveira

A pista segue por 12 km e é considerada a melhor do DF, mas ao longo da via o ciclista tem que parar várias vezes e a ciclovia termina no meio do nada. Ela liga São Sebastião a lugar nenhum. A pista acaba em frente a um condomínio, na estrada que segue para o Paranoá.

Para seguir para o Lago Sul, os ciclistas pegam as ciclo faixas, que ficam no acostamento e onde enfrentam velhos problemas. “Tem carros que passam bem perto, tirando o fino da gente, tem momentos que o motorista tem que ir com cuidado”, disse o jornaleiro Marcos Jesus.

O jardineiro Anilson José Dias que trabalha no Lago Sul e mora em São Sebastião sonha com o dia em que vai fazer todo o trajeto na ciclovia. “Bom para o trabalhador e pra quem quer fazer caminhada pela manhã. A passagem do ônibus é cara e a ciclovia ajuda muito. Eu já fui atropelado e o motorista fugiu”, conta.

A Novacap, que responsável pelas obras, informou que não vai comentar sobre o assunto porque os recursos anunciados pelo governador não foram remanejados para as ciclovias.

Renata Feldman / Luis Ródnei

A cidade é nossa!


Intervenção da última Massa Crítica:

Agora, a rota escolar ao longo da L2 e da W5 Norte está devidamente sinalizada para a presença de bicicletas.

Confiram:

http://picasaweb.google.com/uiradebelem/BicicletadaDeBrasiliaOutubro2010

Úúhh Bicicletada!!!

rock tour de bike

Olhem que interessante. Uma banda de rock que faz shows usando a energia gerada por suas bicicletas para até 500 pessoas, incluindo iluminação e som. Eles viajam 8 mil km carregando todos os equipamentos nas bikes.