terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

JÚRI POPULAR!


Pessoal
vamos nos mobilizar para estar presente e divulgar o Juri Popular do caso Pedro Davison, ciclista, estudante de biologia da UnB e amante da vida que foi atropelado e morto no eixão sul no ano de 2006.
Dia 11 de fevereiro, às 07:00h no Tribunal de Justiça do DF
O caso até hj se prolonga na lenta e muitas vezes omissa justiça brasileira. Até hj nenhum motorista foi punido por atropelar ou matar ciclistas. Este caso pode ser o primeiro a fazer valer as leis de proteção aos pedestres e ciclistas.
Abaixo a carta e apelo dos pais de Pedro Davison e em anexo o panfleto de convocação da população para pedir justiça e segurança nas ruas.
Muito obrigada,
Fernanda Rachid
Pedagoga - Educadora Ambiental
8464 4698

OBS: O uso do capacete é super importante para a segurança dos ciclistas. Compareçam com suas bikes e capacetes

Carta Aberta

O Tribunal do Júri de Brasília submeterá a julgamento no próximo dia 11/02 – quinta-feira Leonardo Luiz da Costa que, em 19 de agosto de 2006, atropelou e matou na faixa central do Eixão Sul o biólogo e ciclista Pedro Davison. O condutor, que dirigia seu veículo com total desrespeito à vida, em altíssima velocidade e em local proibido ao trânsito de veículos automotores, tinha sua habilitação vencida, consumia bebida alcoólica no momento do crime, não freou, não procurou evitar a morte, não prestou socorro e se evadiu.

É importante que nos manifestemos em defesa da vida e do respeito às leis, por um basta a essa violência e pelo fim da impunidade que permite que irresponsáveis permaneçam nas ruas destruindo vidas e dilacerando tantas famílias.

Fazemos convite para sua participação em manifestação que realizaremos no dia 11 de fevereiro em frente ao Tribunal de Justiça do DF, data do julgamento, às 7h, horário da chegada dos jurados e dos senhores juízes.

Sua presença é importante para que expressemos que é inaceitável que tais crimes permaneçam impunes. Não deixe de comparecer e mostrar que Brasília defende a paz no trânsito, a condução responsável e o fim da impunidade dos crimes cometidos nas vias do Distrito Federal.

Vamos mostrar que queremos justiça e a condenação do réu. Mostrar que Brasília não aceita mais que casos dessa natureza sejam equivocadamente tratados como mero acidente. Vamos manifestar nosso desejo de mudança desse paradigma e confirmar uma nova jurisprudência de condenação dos que não respeitam as leis, desconsideram a vida e assumem se tornarem criminosos no trânsito.

Seremos gratos pelo seu apoio e presença.

Brasília, 06 de fevereiro de 2010.

Beth e Persio Davison

DATA: 11/02/2010 – 07h

LOCAL: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS - TJDFT

Fórum Milton Sebastião Barbosa, Anexo “B”(em frente ao estacionamento)

Brasília - DF



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bike elétrica ganha ruas da Europa, mas patina no Brasil


    Marli Olmos e Daniela Fernandes, de São Paulo e Paris
    08/02/2010
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Foto Destaque
Bicicletas elétricas surgiram na Europa há dez anos - na Holanda, a frota é de 200 mil e na França, as "com assistência elétrica", são 25 mil

À primeira vista, a ideia parece até romântica. Transporte barato, saudável e ecológico. Deu certo com europeus e chineses, historicamente habituados a pedalar por vias onde também passam veículos com quatro rodas. Mas no Brasil, a bicicleta elétrica ainda esbarra em interpretações vagas da regulamentação. A despeito dessa confusão, fabricantes e importadores acreditam que esse mercado vai crescer.

As bicicletas elétricas surgiram na Europa há dez anos. Na Holanda, a frota já chega a 200 mil. Na França, o número de modelos "com assistência elétrica", como são chamados, gira em torno de 25 mil. Mas o Conselho Nacional de Profissionais do Ciclismo prevê aumento de 70% este ano, como resultado da chegada de novas marcas.

As primeiras bikes elétricas importadas começaram a entrar no Brasil há dois anos. Caso da EcoBike, marca de uma empresa de Novo Hamburgo (RS) que traz o produto da China. No ano passado, a seguradora Porto Seguro procurou a Pro X, fabricante paulistano, e desenvolveu um modelo nacional para seus mecânicos, que prestam socorro nas ruas. Como o produto começou a chamar a atenção, a empresa lançou uma série limitada para venda.

Mas enquanto os europeus têm normas claras sobre o que é uma bicicleta que se move com a ajuda de uma bateria, no Brasil cada um faz a própria interpretação. Se a resolução 315 do Conselho Nacional do Trânsito (Contran), publicada em maio de 2009, fosse cumprida, as bicicletas elétricas teriam que ser licenciadas e só poderiam ser conduzidas por quem tem carteira de habilitação.

A norma já provoca protestos. A Associação Brasileira do Veículo Elétrico encaminhou ao Contran pedido de nova resolução por discordar da decisão de classificar como ciclo-elétricos todos os veículos elétricos de duas rodas. Para a entidade, as bicicletas elétricas foram equiparadas às motonetas.

Pela lei europeia, na bicicleta elétrica a "partida" deve ser feita pela força muscular do ciclista nos pedais. Além disso, o motor deve parar de funcionar quando a velocidade atingir 25 quilômetros por hora e quando o freio for acionado, ainda que o ciclista continue pedalando. A potência não deve superar 250 watts. Também é proibido o uso de dispositivo para fazer a bicicleta avançar sozinha. Fora dessas condições, o veículo entra na categoria ciclo-motor, o que exige um número de placa.

O empresário Ricardo Machado, da Vrooom, empresa do Rio que se prepara para produzir no Brasil uma versão híbrida da Velosolex, modelo europeu que fez sucesso nos anos 70, entende que a resolução do Contran está correta. O veículo que ele promete lançar em 2011 terá dois motores: um a gasolina ou álcool e outro elétrico.

Para Vitor Brock, da Ecobike, o modelo elétrico deve ser classificado como uma bicicleta. Seu produto, diz, atende tanto o estudante que vai para a escola quanto o idoso com dificuldades de locomoção. No início, houve casos de queixas de consumidores que foram parados por guardas que estranhavam o veículo. "Mas agora existe uma tolerância", diz. Por meio da coordenadoria de comunicação, a Secretaria Municipal dos Transportes de São Paulo conclui que pela resolução 315 do Contran, "a bicicleta elétrica está enquadrada dentro da definição de 'ciclo-motor' e não de 'bicicleta', que é veículo movido a propulsão humana". Segundo a secretaria, não cabe a cada município fixar as regras para o tráfego de bicicletas de forma geral, exceto em algumas situações.

Segundo uma fonte da área de legislação do setor, essas exceções criam brechas. "Se a atual legislação já é bem confusa e deficiente em relação à bicicleta tradicional, a evolução para elétrica só tende a piorar a situação", afirma a fonte.

O assunto preocupa profissionais do transporte. Para Marcos Bicalho, superintendente da ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos), uma entidade civil, o problema é o conflito de um espaço dominado por carros e motos. A bicicleta, diz, poderia servir para curtas distâncias; mas, ao não ser fiscalizada, muitas vezes infringe regras, como a contramão. Ao mesmo tempo, é uma solução vista como "simpática" por várias razões. "Dizem que faz bem para a saúde, exceto quando o cidadão morre no trânsito. A elétrica ficará no meio do caminho, entre a bicicleta e a moto, o que exigirá regras mais rigorosas", diz Bicalho.

O Mal do nosso século.

interessante postagem sobre automóveis e consumo.
Confira.

e vamos que vamos rumo ao apocalipse!

04/02/2010 - 13h15
Montadoras aumentam estoques e se preparam para fim do corte no IPI
GIULIANA VALLONE
da Folha Online
Diante da perspectiva do fim do benefício fiscal dado pelo governo para a aquisição de veículos, que ocorrerá em março, o setor automotivo aumentou seus estoques em 38% em janeiro.
De acordo com os dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), divulgados nesta quinta-feira, os veículos disponíveis para venda no mês passado seriam suficientes para 36 dias de comercialização, contra 26 em dezembro.
"Nós vemos aí uma precaução para as maiores vendas com o fim do [corte no] IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. Há uma expectativa de aumento nas vendas para o fim de fevereiro e começo de março", disse o presidente da Anfavea, Jackson Schneider.
A venda de veículos começou a sentir os efeitos da crise em outubro de 2008 e, em dezembro do mesmo ano, o governo anunciou o corte do IPI sobre veículos para estimular a venda no mercado interno. O benefício, renovado ao longo de 2009, termina no dia 31 de março.
Schneider admitiu que o fim do corte no IPI deverá ter um impacto sobre as vendas do setor a partir de abril. "É claro que vai ter um efeito quando os preços retornarem em abril, por mais compensações que possam ocorrer. Mas não sei dizer o tamanho do impacto", disse.
A Anfavea prevê para este ano um aumento de 8,2% nas vendas, chegando 3,4 milhões de unidades comercializadas. De acordo com o presidente da entidade, essas previsões já consideram o fim do estímulo fiscal, mas só deverão se concretizar se as condições da economia do país permanecerem as mesmas até o final do ano. Entre essas condições, Schneider citou o aumento da renda da população, o forte crescimento do PIB, a manutenção dos juros no atuais patamares e a continuidade do aumento da oferta de crédito.
Mesmo com a precaução tomada pelas montadoras para evitar gargalos antes do final do corte no IPI, Schneider recomendou aos consumidores que antecipem suas compras. "Recomendo para aqueles que queiram comprar ou trocar seu veículo que façam esse movimento o mais rápido possível, porque pode ser que, pela grande procura, ocorram gargalos na disponibilidade de alguns modelos ou cores específicas", explicou.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Primeira Bicicletada de 2010 - 29/1, a partir das 18h

Está chegando a hora de retomar a ocupação alegre das ruas de Brasília. Em vez de aceleradas no motor, boas pedaladas e muita adrenalina nas veias.
Hoje (29/1), vai rolar a primeira Bicicletada (massa crítica) do ano.
As pedaladas estão marcadas para as 19h. A concentração começa às 18h, na Praça das Bicicletas, verdadeiro marco no estéril cimentão.
E não esqueça, em caso de CHUVA, a Bicicletada fica automaticamente CONFIRMADA!
Leve toda a família. Afinal, quem disse que a bicicleta é meio de transporte individual?


Observação: As fotos acima não foram tiradas na Holanda. São todas genuinamente brasileiras.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

TJDFT suspende obras do VLT


Publicação: 27/01/2010 15:15

Uma liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou, nesta quarta-feira (27/1), a imediata suspensão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e dos processos de empréstimo firmados pelo DF com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e com e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Além disso, todos os valores empenhados às empresas do consórcio Brastram, responsável pelas obras, cujas notas ainda não foram liquidadas, foram bloqueados. Em caso de descumprimento da decisão de suspender o empréstimo, o DF terá que pagar multa diária que varia de R$ 100 mil reais, até R$ 20 milhões. Por sua vez, se a decisão de suspender as obras não for cumprida, a multa diária vai de R$ 100 mil até R$ 50 milhões.

Justificativa

O pedido de liminar foi feito em ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A Promotoria alega que o edital de pré-qualificação e contrato são ilegais, porque a concorrência pública foi iniciada antes de o projeto básico da obra ter sido concluído. Além disso, não havia previsão orçamentária no Plano Plurianual (PPA) ou na Lei Orçamentária Anual (LOA).

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Afora os problemas ambientais, urbanísticos, da obra, parece haver algum problema com os valores.

Li a revista CNT de setembro, em que há uma reportagem sobre VLT (veículo leve sobre trilhos).

Fiquei espantado com a comparação do custo de implantação do VLT nas cidades brasileiras.

O de Brasília vai custar por volta de 1 bilhão e meio, com extensão de 22 km. A estimativa do VLT da Baixada Santista não chega a R$ 800 milhões, com percurso total de 26,7 km.

O de Recife, com 17,6 km, terá o investimento mais modesto: R$ 135 milhões.

Alguém saberia informar o motivo do custo tão elevado do VLT de Brasília?

Vale a pena ir em busca da justificativa.

Fonte: Revista CNT, setembro/2009, p.35

caso Pedro Davison

enviado pelo Zerbinato.

Galera, sei que muitos aqui ainda não sabem do Caso Pedro Davison, mas fico feliz por saber que muitos estão ligados no que está acontecendo.

O Júri Popular para decidir sobre o caso vai acontecer no dia 10 de Fevereiro, uma quarta-feira.

Pretendemos levar um grande, muito grande, se possível um exorbitante número de ciclistas, para acompanhar o julgamento.

Preparamos um panfleto é bem curto e direto e explica por si só o que está acontecendo, ainda assim, se alguém quiser mais informações, é só acessar o link abaixo, que é de ua publicação feita na ocasião da missa do 3º ano sem o Pedro:

http://bsb-in-transitu.blogspot.com/2009/08/pedro-davison.html

Abraços!!!!