segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bicicletada de Inverno! 31/07



Mais um mês se passou e muita coisa aconteceu.
A Massa Crítica de Brasília segue firme e forte e na próxima sexta faremos a BICICLETADA DE INVERNO.
Nada melhor que o calor gerado pela propulsão humana para aquecer o frio e a solidão dos interiores dos automóveis em meio ao congestionamento da capital federal.
É a Massa Crítica de Brasília celebrando mais uma vez, reinaugurando a nossa Praça das Bicicletas, saindo nas ruas, reivindicando, ocupando e legitimando o espaço público.
Venha participar e traga muita energia positiva e vontade de mudar o mundo!
Traga também bandeiras, faixas, tintas, balões, apitos, rojões e vamos juntos participar desta festa.



BICICLETADA DE INVERNO
31/07/2009 - Sexta-Feira
18:00 h. na Praça das Bicicletas
(Esplanada dos Ministérios no Museu Nacional)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Nós chamamos a polícia no Eixão do Lazer!

Nós chamamos a polícia no Eixão do Lazer!
Esclarecimento sobre o incidente acontecido no Eixão de Lazer, em Brasília, DF, no último domingo (12/07/2009).

Por Renato Zerbinato




Fiquei pensando em como escrever uma nota sobre o que aconteceu de fato, e no final das contas, percebi que vou mesmo escrever da forma como sempre fiz.

Como sei que a grande maioria das pessoas já está sabendo de parte da conversa, então vou logo esclarecer alguns dos pontos mais conflitantes disso tudo.

Primeiramente, não estávamos numa Bicicletada e nem em nenhuma atividade do Bicicleta Livre ou evento da Rodas da Paz, que são coletivos em que atuo com entrega e satisfação, mas que não estavam presentes, enquanto instituição ou coletividade, durante o ocorrido no Eixão, como muitos estão tentando relacionar. Portanto, deixo claro desde o começo que o que aconteceu não tem nenhuma ligação com qualquer deles, tratando-se de um fato isolado que aconteceu conosco.

Esclarecido isto, vamos ao que interessa:

Na parte da manhã, eu e mais alguns amigos nos encontramos no gramado do Eixão Norte, na altura da 113/213, para realizarmos a reunião do nosso grupo de estudos e um pique-nique, um encontro aberto, como já havia sido divulgado em algumas listas de discussão.

O encontro se deu em clima tranqüilo e descontraído e ao seu final, almoçamos juntos.

Por volta das 15:30, quando eu e mais quatro amigos trafegávamos pelo Eixão Norte de bicicleta em direção à Asa Sul, vimos o automóvel entrar na via, na altura do Setor Bancário Norte, vindo em nossa direção. Usei o apito e acenamos para que o motorista retornasse. Quando ele parou o carro, conversamos rapidamente. Explicamos ao motorista que ele não poderia trafegar de automóvel ali naquele momento. A esposa do motorista, que o acompanhava, disse que eles iriam seguir só até mais adiante. Tornamos a dizer que ele deveria retornar. Ele disse que não era de Brasília e por isso não tinha conhecimento da proibição de trafegar no Eixo Rodoviário aos domingos e feriados. Compreendido isto, dissemos que agora que o motorista já havia sido informado da proibição, deveria dar a ré e deixar da via. Somente aí a situação se tornou tensa.

Insistindo em seguir adiante pelo Eixão, o motorista engatou a primeira marcha e, numa tentativa de nos intimidar, avançou para cima de nós, freando bruscamente quando estava a uns 30 centímetros de distância. Eu estava de pé e minha bicicleta estava logo atrás de mim, no seu apoio. Outros dois amigos estavam logo atrás.

Continuamos parados, insistindo para ele retornar. Foi então que ele acelerou novamente, não me deixando alternativa de fuga a não ser pulando sobre o capô do veículo. Ele estava usando o carro como uma arma, nos ameaçando, tentando abrir caminho à força, assim como faz um grande número de motoristas que encontro enquanto utilizo a bicicleta como meu meio de transporte no meu dia-a-dia. E, se apossando dessa arma, seguiu acelerando comigo em cima até que atingiu a minha bicicleta.
Foi nesse ponto que eu realmente perdi o controle. Em pleno Eixão do Lazer, um motorista utiliza o seu carro para deliberadamente ameaçar pessoas que se encontram no seu direito de usufruir do espaço?

Se, em ato contínuo, eu subi no capô do carro por instinto de sobrevivência, agora eu pulava sobre o teto como instinto de defesa. Naquele momento eu percebi que, se eu não tivesse feito isso, ele continuaria avançando comigo ali em cima. Pulei no teto do carro e compreendo que, apenas neste momento, cometi um erro.
Reconheço que me excedi e que poderia ter sido mais moderado - atitude, aliás, que sempre defendo nas mais distintas atuações que tenho e indico para as pessoas que eventualmente me pedem orientação.

Mas aconteceu. E infelizmente não posso alterar isso.

Quando estava no teto do carro, o motorista engatou a marcha ré e acelerou. A aceleração me desequilibrou, me fazendo cair sobre o teto. Foi então que tateei desesperadamente tentando encontrar algum lugar para me agarrar e não ser arremessado ao chão.
O motorista então parou o carro. Eu desci e telefonei para a polícia.
Quando eu ainda estava ao telefone, o motorista acionou a ré mais uma vez, sugerindo que fugiria do local. Foi então que eu corri até o carro e tentei tirar a chave da ignição para impedi-lo. Foi o único momento em que houve contato físico entre mim e o motorista do carro.

O grande problema é que, apesar de eu ter ligado para a polícia vir me ajudar porque havia alguém tentando me atropelar no Eixão, assim que a polícia chegou, foi logo se posicionando ao lado do motorista - não dando qualquer chance de que eu e os amigos que me acompanhavam e testemunharam o incidente déssemos a nossa versão sobre o que tinha acontecido - e nos repelindo, como se já tivessem decidido quais eram os “vilões” da história.

Fomos todos para a delegacia. Lá, permaneceu e se aprofundou a diferenciação de tratamento: o motorista foi tratado com cortesia, enquanto eu fui tratado com rispidez e, apesar das várias testemunhas, não tive minha denúncia considerada.
Primeiro o motorista entrou na sala do delegado para contar a sua versão dos fatos. Então eu fui chamado para a mesma sala. Ao contrário do que aconteceu com o motorista, três policiais me acompanharam até a sala. O delegado me ouviu rapidamente e em seguida me disse que eu estava detido por dano à propriedade, qualificado por MOTIVO FÚTIL. É isso mesmo: o ato de defender a minha própria vida contra uma ameaça de atropelamento foi classificado como “motivo fútil”.

A conclusão é de que eu deveria ter ficado parado em frente ao carro esperando ser atropelado? Será que apenas a morte ou ferimento grave de um ciclista seria suficiente para levar um motorista que invadiu o Eixão de Lazer e atentou contra a vida de ciclistas e pedestres a ser denunciado publicamente e condenado por seu ato irresponsável? A pergunta vai continuar sem resposta. Mas neste caso, certamente muita gente atentaria para o foco real da história, que foi a tentativa de atropelamento que acabou desencadeando a minha reação. Infelizmente, no Brasil, é assim que as coisas funcionam: é mais fácil se solidarizar com uma pessoa submissa vítima de uma violência injustificável do que com alguém que luta pelos seus direitos e que, mesmo diante da opressão, não abre mão disso.

Quero lembrar que o Artigo 170 do Código de Trânsito Brasileiro define expressamente como infração gravíssima “utilizar o veículo para ameaçar pedestres ou ciclistas”, prevendo multa e suspensão do direito de dirigir, além de haver outros dispositivos criminais possivelmente cabíveis por atentado contra a vida. Nenhum deles foi lembrado pela polícia na abordagem do caso e nem a mídia analisou este fato com nitidez.

O que está havendo, na minha opinião, é uma grande inversão de valores. Em nenhum momento levou-se em conta que, apesar de eu ter me excedido ao utilizar de minhas mãos e meus pés para defender minha vida, fui motivado única e exclusivamente pela atitude hostil, arrogante e violenta de um homem que, antes de mim, já havia perdido o seu controle, utilizando sua possante máquina automotiva para intimidar a mim e aos amigos que me acompanhavam, num ataque desproporcional e covarde. O motorista demonstrou que, por estar dentro de um carro, mesmo infringindo a lei, ainda se sentia no direito de trafegar por ali, mesmo que para isso tivesse que ameaçar a vida de algumas pessoas que ousaram cumprir seus deveres de cidadãos, sem o recurso à violência.

Ficam aqui alguns pontos para se pensar e que não foram evidenciados ou captados ainda em muitas das opiniões que tenho ouvido:

1) Por que os policiais, antes de qualquer inquérito, determinaram a minha culpa e eximiram prontamente o motorista da infração de ameaça e do crime de atentado contra a vida? A ponto, até mesmo, de insistirem que eu os acompanhasse dentro da viatura enquanto o motorista iria com sua esposa dentro de seu veículo? Queriam afirmar os próprios policiais que a bicicleta não é um veículo? Ou tratava-se apenas de condenar-me previamente?

2) Se eu chamei a polícia e desde o momento que os policiais chegaram ao local eu colaborei e narrei os acontecimentos admitindo o meu excesso, por que desconsideraram as minhas acusações e, posteriormente, me mantiveram algemado, mesmo durante o meu depoimento, na presença do advogado que me acompanhava? Estive algemado inclusive durante a assinatura dos papéis de liberação. Já o motorista que ameaçou a minha vida e a vida de outros, não esteve algemado em nenhum momento. Ele, aliás, teve testemunhas ouvidas pelo delegado: sua própria esposa e uma senhora que viu a cena de longe. Por outro lado, nenhum dos ciclistas que estavam comigo durante TODO o acontecimento foi ouvido.

3) Por que uma pessoa pode ameaçar a vida de outra com uma arma e sair ilesa, enquanto a que reagiu apenas após a ameaça, defendendo a própria vida, recebe desde o primeiro momento o papel de bandido?
Não sei, sinceramente, não sei. Os valores estão invertidos, um bem material tem muito mais valor do que uma vida humana e isso está ficando cada dia mais evidente.

Fiz o que fiz, parei o carro, conversei com o motorista e tentei alertá-lo para o fato de estar em local e horário proibidos, colocando vidas em risco, por que é isso que eu faço no meu dia-a-dia. Todos que me conhecem sabem disso. Busco de todas as formas, por meios institucionais ou não, mas invariavelmente pacíficos, a humanização da cidade. Quero que o pedestre, o ciclista e o motorista convivam em harmonia, que os cadeirantes e os portadores de deficiência tenham acessibilidade.

Reconheço que errei sim, mas somente quando me exaltei e danifiquei o automóvel do motorista. Volto a afirmar, no entanto, com muita tranqüilidade, que isso foi ocasionado única e exclusivamente pelo fato de o motorista ter acelerado o automóvel em minha direção e tentado me atropelar. Em nenhum momento houve agressão física, como alegou o motorista e foi repercutido por alguns meios de comunicação.

Estou tranqüilo, de verdade. Sei que agi com clareza e fui coerente com as minhas crenças e valores, valores esses que me fazem ser quem eu sou no meu dia-a-dia, nas conversas que tenho, nas amizades que faço, nas atividades que desenvolvo e nas cartas e e-mails que envio. Lamento apenas pelo meu excesso - que, reitero, foi ocasionado única e exclusivamente pela estupidez e violência do motorista que tentou me atropelar.

Agradeço imensamente aos meus amigos, principalmente aos que estavam comigo no local e me deram e ainda estão me dando todo o apoio necessário. Agradeço também aos amigos que estão me ligando e mandando e-mails de apoio. Espero que, em breve, consigamos esclarecer os fatos e punir o verdadeiro culpado deste incidente.

Volto a afirmar que o que ocorreu naquele domingo no Eixão Norte foi um ato isolado e assumo total responsabilidade pela minha reação à violência de um homem armado com seu veículo. Não há possibilidade de vinculação do que ocorreu nem com o projeto Bicicleta Livre, nem com a Bicicletada Brasília e muito menos com a ONG Rodas da Paz.

Minhas crenças, convicções e valores seguem ilesos.

Consciente de que o ato que decorreu de uma situação atípica não interfere na minha natureza, sinto-me plenamente capaz de seguir em frente, continuando minha luta cotidiana e continuando firme nos meus projetos, objetivos e nas minhas atividades diárias.

Espero ter esclarecido alguns pontos fundamentais e me disponho a esclarecer quaisquer outras dúvidas que surgirem.

Atenciosamente,

Renato Zerbinato

terça-feira, 14 de julho de 2009

e o fluxo prossegue...

Mulher de 54 anos morre atropelada na 214 Sul

Leilane Menezes

Publicação: 14/07/2009 10:16 Atualização: 14/07/2009 10:51


Uma mulher de 54 anos morreu atropelada na manhã desta terça-feira (14/7). O acidente ocorreu por volta das 9h, na 214 Sul. Nilva de Almeida Ribeiro atravessava a comercial da quadra quando foi atingida por um Corsa Sedan, placa JIH5786-DF.

De acordo com o policial militar que atendeu a ocorrência, tenente Tiago Gomes, o veículo que atropelou Nilva não estava acima da velocidade permitida da via. A mulher atravessava a rua fora da faixa de pedestre, provavelmente em direção ao comércio da 213 Sul.

Nilva morava na 214 Sul. Ela deixa o marido e dois filhos, uma menina de 14 anos e um rapaz, de 20, que foi o primeiro a chegar no local do acidente.

A motorista do Corsa, Onea Batista Santos, de 49 anos, parou para prestar socorro à Nilva. Onea foi levada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) em estado de choque.

Uma das faixas da via está interditada. No entanto, por conta do pouco movimento do horário, não há transtornos para os motoristas que passam pelo local.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Grupo de estudo e ações em favor dos não motorizados

Discussões e intervenções no Eixão
Por cidades mais humanas


Uma vez por semana, o espaço sagrado da alta velocidade e da fluidez motorizada dá espaço para os seres humanos caminharem, pedalarem e aproveitarem sem pressa as pistas do Eixão.
O grupo de estudo da Bicicletada teve o segundo encontro no dia 12 de julho (domingo). Além das discussões teóricas, o pessoal partiu para a ação. Bicicletas e frases foram pintadas no Eixão da Morte.
O objetivo da ação foi despertar para a necessidade de repensar a cidade. A cidade deve ser para os motores ou para as pessoas? Queremos mais pistas e viadutos ou mais respeito e espaço aos seres caminhantes e pedalantes?
Algumas pessoas, curiosas com a movimentação e o giz branco traçado no asfalto escuro e cheio de fuligem, paravam e perguntavam sobre o significado. Descobrimos uma forma de demarcar o devido espaço das magrelas e, ao mesmo tempo, dialogar com as pessoas.


Bicicletas pelo asfalto
Saruê: mais uma vítima da máxima fluidez motorizada

Café-almoço e bate-papo

Bicicletas por um mundo melhor

Ônibus mata ciclista em Taguatinga Norte

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/07/11/cidades,i=125640/ONIBUS+MATA+CICLISTA+EM+TAGUATINGA+NORTE.shtml

Ônibus mata ciclista em Taguatinga Norte

Da Redação

Publicação: 11/07/2009 12:34 Atualização: 11/07/2009 12:41

Um homem em uma bicicleta morreu após ser atropelado por um ônibus em Taguatinga Norte na manhã deste sábado (11/7).

Saiba mais...
Acidente deixa um morto e três feridos no Lago Oeste Acidente com nove veículos deixa seis feridos em Águas Lindas
Segundo informações da Polícia Militar, Cosme Batista dos Santos, 42 anos, foi atingido ao sair de um bar na QNL 20, rua 29. O ônibus pertence à Viação Planeta, e era dirigido por José Luiz Gonçalves Filho, 43.

De acordo com testemunhas, o motorista não viu o ciclista a tempo de frear. Cosme morreu na hora.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

na capital dos motores...

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/07/06/cidades,i=124049/INDICE+DE+PEDESTRES+MORTOS+NO+DF+E+O+MAIOR+NOS+ULTIMOS+TRES+ANOS.shtml

Índice de pedestres mortos no DF é o maior nos últimos três anos Em 2008, pouco mais de um terço das pessoas que perderam a vida nas pistas do DF eram pedestres, um aumento de 15,4% se comparado ao ano anterior

Adriana Bernardes

Publicação: 06/07/2009 08:06

Saiba mais...

Faixa não garante segurança de pedestre

Há oito meses, a vida de uma família de São Sebastião é pontuada pelo “se”. Todos os dias, a diarista Obede da Conceição Costa, 48 anos, imagina o que teria acontecido “se” não tivesse permitido que a filha caçula dormisse na casa de uma amiga. A filha mais velha, Luciana, 16 anos, imagina “se” não teria salvado a vida da irmã Lucielen, 12, caso estivesse ao seu lado às 12h40 de 28 de outubro do ano passado, quando ela foi atropelada e morta ao atravessar a W3, na altura da 506 Norte (veja depoimento). Lucielen é uma das 157 pessoas que perderam a vida nas vias do Distrito Federal vítimas de atropelamento.

No vaivém diário de carros, pessoas, motos e bicicletas pelas ruas e calçadas das grandes cidades, o pedestre é sempre o mais vulnerável. É justamente por isso que, sob a letra fria da lei, todos os outros — ciclistas, motociclistas, motoristas e, assim, sucessivamente — são responsáveis pela segurança de quem anda a pé. Mas as estatísticas mostram o contrário. Ano passado, pouco mais de um terço dos mortos no trânsito eram pedestres. Um aumento de 15,4% se comparado com o mesmo período de 2007.

Não bastasse o aumento de casos, a participação dos pedestres no total de vítimas nas pistas foi a maior dos últimos três anos. Em 2008, 34,4% das pessoas que perderam a vida eram pedestres. O recorde foi em 1996, quando eles representaram 43,6% do total de mortos (veja arte). “Todo crescimento é preocupante. É um alerta de que alguma coisa está errada”, acredita o diretor de Educação do Trânsito do Detran, Miguel Ramirez Sosa.

Imprudências
Na correria do dia a dia, é fácil perceber imprudências de ambas partes. Pedestres que se arriscam entre os carros a menos de 50 metros de uma faixa. Motoristas que, vendo o pedestre parado na faixa, aceleram em vez de ceder a preferência. Buzinas, freadas e manobras bruscas são comuns em vários pontos do DF. Na tarde da última sexta-feira, a reportagem fez vários flagrantes na plataforma superior da Rodoviária, em frente ao Conjunto Nacional.

Irresponsabilidades à parte, sobram críticas e reclamações. O contador Joaquim Afonso da Cruz, 56 anos, afirma que não atropelou uma mulher há 15 dias por muito pouco. “Quando percebi, estava em cima de uma faixa e ela atravessando. Não tinha placa avisando que ali tinha uma faixa. Isso é um absurdo”, reclama.

O comerciante Eduardo Reis, 35, relata que, nas cidades mais afastadas do Plano Piloto, a situação é muito pior. Morador de Taguatinga, ele tem parentes em Ceilândia, Samambaia e no Gama. “Às vezes, fico em dúvida se existe faixa ou não. Se não para, atropela o pedestre. Se para, o motorista de trás bate no seu carro e você correr o risco de atropelar a pessoa do mesmo jeito. É uma loteria”, diz.

Mestre em sociologia e especialista em segurança no trânsito, Eduardo Biavati acredita que os números devem ser vistos como um alerta para as autoridades do setor. Ele sugere a reavaliação de dois aspectos que considera extremamente importantes para que Brasília continue sendo referência no respeito ao pedestre: campanhas educativas e conservação das faixas. “Já faz mais de 10 anos que Brasília fez campanha intensa de respeito à faixa. Outras gerações vieram e não se pode querer que elas tenham a mesma consciência dos que viveram naquela época”, comenta.

Tão importante quanto educar, segundo Biavati, é manter visíveis as faixas de pedestres. A pintura, a sinalização e a iluminação devem ser impecáveis para assegurar que o motorista veja a faixa. “Brasília ainda se mantém como uma das cidades mais seguras para o pedestres entre as capitais. Mas os números nos fazem lembrar que talvez seja o momento de o Detran planejar a retomada de uma campanha maciça de respeito à faixa”, sugere.

Depoimento
“A última vez que vi minha filha com vida ela estava linda. Lembro que beijei ela, abracei forte e disse: ‘Peça para sua irmã tirar uma foto sua do meu celular porque você está muito linda hoje’. Entrei em desespero quando ligaram dizendo que ela tinha sido atropelada. Ouvir do médico que minha filha estava morta... Meu Deus! Senti uma dor tão grande. Não tive forças para preparar o velório e o sepultamento. Ela foi enterrada pelo serviço social. Já tinha uma pessoa na cova e esperaram quase uma semana para colocar outro caixão por cima. Depois de quase um mês, graças a meus patrões, consegui dar um enterro digno para ela. De lá para cá, é uma luta diária para não me entregar à tristeza.”
Obede da Conceição Costa, 48 anos, diarista, mãe de Lucielen da Conceição Carlos, 12 anos, atropelada e morta em 28 de outubro de 2008

DOWNLOADS

Queridos, estão atualizados os links para downloads dos seguintes materiais.

Cartilha do Ciclista Urbano: Bicicleta Livre
Elaborado e distribuído pelo Projeto Bicicleta Livre (http:www.bicicletalivre.unb.br) Este prático guia traz informações de se "comportar" no trânsito e chegar ao seu destino com segurança.

Guia: De Bicicleta Para o Trabalho (Transporte Ativo)
A Transporte Ativo criou este ótimo manual para acabar com todas a suas dúvidas e botar por terra qualquer tentativa de recusa em usar a bike como meio de transporte da casa para o trabalho!

Livro: Apocalipse Motorizado
Ned Ludd (org.)
A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo. Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!
As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...
Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque. Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.
Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social.
Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.
A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.
Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.
O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.
OS AUTORES:
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.
André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho (Martins Fontes, 1989).
Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.
Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.
Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.
Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas
Coleção Baderna - Conrad, 2002


Livro: Provos
Matteo GuarnacciaPROVOS é a forma reduzida de "provocadores", um dos grupos-chave no surgimento daquilo que nos anos 60 acabou tomando o nome de Contracultura."A revolta Provo foi o primeiro episódio em que os jovens, como grupo social independente, tentaram influenciar o território da política, fazendo-o de modo absolutamente original", conta Matteo Guarnaccia. "Caminhando contra a corrente do `cair fora` beatinik, os Provos holandeses empenharam-se descaradamente em permanecer `dentro da sociedade`, para provocar nela curto-circuito."Herdeiros do dadaísmo e da tradição anarco-comunista, os provos inauguraram novos formatos de ação política e da luta ecológica. Deram nova dimensão à idéia de desobediência civil.O autor, Matteo Guarnaccia, conta aqui a história do grupo que inspirou toda a chamada contracultura dos anos 60 e transformou Amsterdam na cidade mais livre e tolerante do Ocidente.Jogo, magia, e anarquia, nisso foi centrada a atividade do movimento Provo. Um grupo de divertidos agitadores que se reuniram no "Centro Mágico" de Amsterdam para celebrar ritos coletivos contra o fetiche da sociedade consumista. Ali surgiram as primeiras campanhas antipublicidade e anti automóvel. Ali surgiu aquilo que passamos a chamar de Contracultura e se desenvolveu a idéia de que a subversão funciaonava melhor quando misturada com humor inesperado.O exemplo dos Provos antecipou e inspirou os diversos movimentos de contestação jovem nos anos 60, inclusive a esquerda hippie norte-americana e os manifestantes do maio de 68 francês.Matteo Guarnaccia nasceu em Milão em 1954 e é um dos principais representantes da psicodelia européia, seja com seu trabalho como ensaísta e escritor, seja com seu trabalho como artista.


Vídeo: Sociedade do Automóvel
O vídeo Sociedade do Automóvel, feito por Branca Nunes e Thiago Benicchio, tem 39 minutos e trata da mobilidade urbana, do caos motorizado, do uso do espaço público pela cultura do automóvel.
Abaixo a sinopse:
11 milhões de pessoas, quase 6 milhões de automóveis; um acidente a cada 3 minutos; uma pessoa morta a cada 6 horas; 8 vítimas fatais da poluição por dia. No lugar da praça, o shopping center; no lugar da calçada, a avenida; no lugar do parque, o estacionamento; em vez de vozes, motores e buzinas. Trabalhar para dirigir, dirigir para trabalhar: compre um carro, liberte-se do transporte público ruim. Aquilo que é público é de ninguém, ou daqueles que não podem pagar. Vidros escuros e fechados evitam o contato humano. Tédio, raiva angústia e solidão na cidade que não pode parar, mas não consegue sair do lugar.


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Todos os downloads estão localizados na barra lateral do blog e estarão disponíveis "eternamente".
Em breve colocaremos mais material à disposição!!!

Abraços!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Usuários...

Eu sou um usuário
Severino Francisco

severinofrancisco.df@diariosassociados.com.br

Sei que, em Brasília, não é de bom tom manifestar esta condição, mas eu confesso: sou um usuário. Não, não é disso que vocês estão pensando. Sou um usuário do transporte público. Se morasse em Paris, Londres ou Amsterdã não haveria problema. Mas, em Brasília, por uma enorme inversão e deformação dos valores, usar o transporte público é sinônimo de humilhação, infâmia e estigmatização social. Transporte público é "coisa de pobre". O caderno Cidades publicou, na semana passada, duas matérias mostrando as consequências desta santa ignorância: a péssima qualidade do transporte público para 500 mil usuários e uma megafrota que atingirá o limite de 1,1 de carros nas ruas em junho de 2.010.

A sensação que a gente tem no início da noite no Eixo Monumental, no Eixão ou na Epia é de que São Paulo avança a cada dia para Brasília. Não sou especialista em engenharia de trânsito, mas a condição de usuário me confere uma certa autoridade. Estava conversando com uma aluna de uma faculdade numa parada de ônibus. Ela contou que não aguenta mais sofrer com a escassez de linhas, os atrasos e o desrespeito dos motoristas de ônibus. Mora em Samambaia, chega tarde e já foi assaltada seis vezes na parada ou no caminho para casa. "Fico com muito medo, pois é a minha mãe quem vai me buscar na parada. Prefiro ficar engarrafada do que ser assaltada".

Moro em um condomínio do Lago Sul e, entre sete e oito da manhã, demoro quase duas horas para chegar à Asa Norte, se quiser ir de ônibus. Algumas vezes, eles passam lotados e não param. Contudo, o que mais indigna é a atitude dos motoristas que se aproveitam do fato de haver um outro ônibus na parada e passam direto, ignorando os sinais desesperados dos usuários. Os ônibus trazem um número para reclamações, mas tudo ocorre de maneira rápida e é muito difícil anotar a placa. É um absurdo que, além de sofrerem todas as agruras cotidianas por utilizar um serviço público, os passageiros ainda tenham a missão de fiscalizar irresponsáveis remunerados. Por aí, dá para imaginar o que ocorre em outros lugares com os meus 500 mil colegas usuários.

E, como se não bastasse tudo isso, algum gênio da publicidade sugeriu a instalação de um letreiro luminoso com os dizeres: "Conte comigo!". Inúmeras vezes perdi o ônibus, pois o inconveniente sinal elétrico me impediu de ler o itinerário. Não contem comigo para humor negro.

Com a sua intuição verdadeiramente genial, Nelson Rodrigues já havia percebido na década de 1970 que o desenvolvimento humaniza as máquinas e maquiniza os homens. Por isso, a tendência dos administradores das cidades com mais qualidade de vida no planeta é no sentido de desestimular o uso do carro, melhorar o transporte público e privilegiar os lugares para os pedestres caminharem ou trafegarem de bicicletas. Se não nos livrarmos da ideia burra de que transporte público é coisa de pobres, daqui a pouco tempo seremos obrigados a lubrificar os humanos e dar bom dia para as máquinas, como sugere Nelson, o nosso profeta do óbvio.


terça-feira, 7 de julho de 2009

rumo ao colapso...

TRÂNSITO CAÓTICO
Carros para todo lado

Mais engarrafamentos à vista: em um ano, o Distrito Federal terá a quarta maior frota de veículos do Brasil

Adriana Bernardes
Helena Mader
Leilane Menezes

Vias cada vez mais congestionadas, vagas escassas e motoristas brasilienses com os nervos à flor da pele. A cidade que nasceu planejada e tem na imensidão das avenidas um convite para o automóvel, se vê às voltas com o caos no trânsito. Os problemas resultam de uma combinação complicada: aumento vertiginoso da frota e transporte público incapaz de reduzir a demanda pelo carro. Nos próximos meses, Brasília baterá a marca de 1,1 milhão de veículos nas ruas, e em junho de 2010, vai superar Curitiba em total de carros. Será a quarta colocada entre as cinco capitais com a maior quantidade de veículos. Também pertencem ao grupo Belo Horizonte, Rio de Janeiro e a campeã São Paulo (veja quadro na página 24).

O inchaço no trânsito toma o tempo e altera a rotina da população, ainda mais às segundas e sextas-feiras, quando o fluxo de veículos aumenta em cerca de 40%. Há cinco anos, o funcionário público Pedro Pinheiro Filho, 54 anos, saía de casa, em Sobradinho, às 7h e às 8h já estava no trabalho, na Câmara dos Deputados. Hoje, ele demora quase uma hora a mais para chegar ao mesmo destino. “Levanto às 5h todo dia. Às 6h30, tenho de pegar a estrada, caso contrário, entro no horário de pico e chego muito atrasado, quase às 9h”, conta. As idas ao Setor Bancário Sul são frequentes e os problemas também: “Não tem vaga de estacionamento. Ou paro na calçada ou carrego o carro na cabeça”.

Mantido o quadro atual, a situação tende a piorar. Atualmente, a capital federal ocupa a quinta posição no ranking, com 1.086.015 veículos (número atualizado em maio). O Correio fez uma projeção do crescimento da frota das cinco capitais até 2020. Com base no percentual de aumento registrado no último ano, e mantidas as condições atuais, em 11 anos Brasília terá 2.584.248 veículos em circulação. Será a terceira capital em número de carros, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Projetos
O secretário de Transportes, Alberto Fraga, reconhece o problema e garante que o aumento da frota é uma grande preocupação para o governo. “O futuro do trânsito de Brasília é tenebroso, mas o governo está atento à necessidade de intervenções para evitar esse caos. Com o Brasília Integrada, vamos retirar pelo menos 30% da frota de carros das ruas.”

A aposta do governo para deter o caos no trânsito é melhorar o sistema de transporte público, com a criação de faixas exclusivas para ônibus, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a ampliação das linhas de metrô e a construção de novos terminais rodoviários.

Fraga chegou recentemente de uma visita à Europa com o governador José Roberto Arruda — na França, a comitiva do GDF conheceu sistemas de transportes como o VLT. O secretário considera os veículos leves sobre trilhos uma excelente saída para os problemas do trânsito. “No Eixo Monumental e na Esplanada dos Ministérios, por exemplo, o VLT poderia substituir uma enorme quantidade de veículos. A frota está crescendo com muita rapidez e o governo tem que reagir a isso”, finaliza.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Estacionamento de bicicletas

Bom exemplo em Brasília
Centro comercial instala e divulga bicicletário


O Conjunto Nacional, localizado na região central de Brasília, inaugurou um espaço exclusivo para o estacionamento de bicicletas.
O bicicletário é de uso gratuito e está no interior do estacionamento subterrâneo, próximo ao posto de segurança. No total, doze suportes em “R” foram instalados, que permitem prender a bicicleta sem deixar o quadro tombar.
Na capital dos motores, que ostenta uma frota com mais de um milhão de automóveis, atitudes como esta são muito bem-vindas. Independentemente de obrigatoriedade imposta por lei, o Conjunto Nacional tomou a iniciativa de promover o uso de uma forma de locomoção saudável e ambientalmente correta.
Além do bicicletário, foi lançada campanha para estimular os clientes a irem de bicicleta às compras. Afinal, as vagas já estão garantidas.


Ciclista chega ao centro comercial e prende a bicicleta

O bicicletário localiza-se próximo ao posto de segurança e à saída

Divulgação do bicicletário no interior do Conjunto Nacional

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Bicicletada - Junho

Bicicletada de Junho (26/6/2009)
O dia em que a “Inteligência” nos descobriu


A Bicicletada de junho foi especial por várias razões. O Arraial foi programado, com direito a paçoca, roupa caipira e rojões. Foi o primeiro reencontro depois da inauguração da Praça das Bicicletas, em maio.
Até mesmo agentes de segurança pública apareceram por lá. Segundo os dois agentes, o serviço de “inteligência” do governo havia descoberto o “evento”. Eles chegaram à praça ainda na concentração e nos ofereceram escolta para pedalar nas ruas. Depois de alguns longos minutos explicando o bê-á-bá do código de trânsito, parecia que os tínhamos convencido de que aquilo não era um evento e de que o uso de bicicleta independia de bloqueio de vias.
Fizemos nosso encontro alegre na praça e depois partimos para rua.
Lá estava uma viatura da Polícia Militar na cola, oferecendo o serviço de proteção e enchendo nossas narinas de fumaça.
Na L2 Norte, despistamos os agentes inteligentes e seguimos pedalando. A super-máquina da PM, veículo pesadão e gigantesco, foi incapaz de acompanhar as bicicletas.
Enfim, estávamos livres da escolta. E a parada em frente ao bar Pôr do Sol, na 408N, foi o ponto alto da Bicicletada. Agito, frases cantadas e ciranda das bicicletas chamaram atenção das pessoas.
Valeu, bicicleteiros!


O tradicional registro do caos automotivo no dia da Bicicletada

Eis que surgem os enviados do serviço de “inteligência”

Preparativos para o Arraiá da Bicicletada

Galera reunida

VÍDEOS

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Oferta do serviço de inteligência: interdição de vias

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Alegria na praça

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Responsável pelo evento? Que evento?!

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Ciranda das bicicletas na Asa Norte

Coincidência?

(percebida pelo bicicleteiro Sérgio)

Fenabrave: venda de veículos é recorde no semestre
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/07/02/economia,i=123214/FENABRAVE+VENDA+DE+VEICULOS+E+RECORDE+NO+SEMESTRE.shtml

E...

Morre mulher atropelada na Ponte JK
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/07/02/cidades,i=123186/MORRE+MULHER+ATROPELADA+NA+PONTE+JK.shtml

Carros capotam em Taguatinga e Ceilândia Norte
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/07/02/cidades,i=123192/CARROS+CAPOTAM+EM+TAGUATINGA+E+CEILANDIA+NORTE.shtml

Idosa é atropelada na Estrada Parque Núcleo Bandeirante
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/07/02/cidades,i=123187/IDOSA+E+ATROPELADA+NA+ESTRADA+PARQUE+NUCLEO+BANDEIRANTE.shtml

Dois acidentes com moto e carro são registrados nesta manhã
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/07/02/cidades,i=123154/DOIS+ACIDENTES+COM+MOTO+E+CARRO+SAO+REGISTRADOS+NESTA+MANHA.shtml

Coincidência ou não?

quarta-feira, 1 de julho de 2009