sexta-feira, 26 de junho de 2009

Hoje tem Arraiá!




Cumadres e Cumpadres bicicleteirxs,

na última sexta-feira desse mês, saíremos, como saímos todos os meses, para colocar as bicicletas na pista para retomar as ruas, reivindicar espaço público, parar o trânsito para mostrar que também somos trânsito e festejar na rua para mostrarque a hora do rush também pode ser divertida. Mas nesse mês, as coisas serão um pouco diferentes:

Arraiá, sô!"

Festa Junina da Massa Crítica de Brasília. Se enfeite e enfeite sua bicicleta. Bigode, Monocelha, chapéu de palha. Vestidos rodados e Camisa xadrez. Tá tudo valendo. Venha participar do pedal contra a Quadrilha de Fraga, Arruda e cia. Tragam quentão, fogos de artifício, apitos e sorrisos. Sintam-se a vontade para intervir na praça como acharem melhor. As ruas não devem ter donos. Vale até montar barraca de pescaria (sem matar peixe, né gente?)

O cartaz tá em anexo, espalhem mais que influenza A.

Arraiá da Bicicletada
Festa Junina de Propulsão Humana pela Superação da Sociedade do Automóvel
26/06 (sexta-feira)
Praça das Bicicletas
(museu nacional, ao lado da catedral)
concentração: 18h / saída do pedal caipira: 19h


Ah, e na véspera do Arraiá, para comemorar a falência da GM, Roger e Eu no Cine-Pedal.
20h, dia 25. Balaio Café, 201N. De grátis.
saiba mais sobre a bicicletada:
www.bicicletadadf.blogspot.com
www.bicicletada.org

terça-feira, 23 de junho de 2009

SEMANA DAS BICICLETAS EM BRASÍLIA

BICICLETA LIVRE

Semana passada fizemos o lançamento da Revista do Bicicleta Livre.Já está rolando desde ontem as bikes pela UnB, no campus Darcy Ribeiro.Para quem ainda não sabe, o Projeto Bicicleta Livre, em linhas gerais, visa a implementação de bikes comunitárias gratuítas para os alunos e funcionários (além de outros usuários dauniversidade) se locomoverem dentro do campus.

Para conhecer um pouco mais do projeto é só entrar em:


II CINE PEDAL






Vai rolar nesta quinta-feira (25/06) a segunda edição do CINE PEDAL, oferecido pela Bicicletada BSB e pelo Balaio Café.O filme deste mês é "Roger & Eu".

Este que é o primeiro documentário de Michael Moore traz a tona questão da falência da GM e algumas de suas conseqüências.

II CINE PEDAL
DATA: 25 de junho, Quinta-Feira.
Horário: 20:00 h (sem atrasos)
Local: Balaio Café - 201 Norte
Filme: Roger & Eu http://bicicletadadf.blogspot.com/



BICICLETADA JUNINA


Depois do sucesso da inauguração da Praça das Bicicletas e de encher as ruas com quase 100 pessoas, a Bicicletada BSB segue seu caminho, em busca de melhores condições e mais respeito para os usuários de bicicletas.
Sempre com muita energia, descontração e questionamento, esse mês faremos a Bicicletada Junina.

E mantendo as tradições juninas do nosso Brasil Varonil-il-il , a Bicicletada faz mais uma grande festa da propulsão humana, desta vez contra a quadrilha do Fraga!!!!

Tragam apitos, bandeiras, balões, fogos de artifício.
Vai rolar fogueira de São João (e porquê não de Santa Joana?!?) e quem quiser pode ir à caráter!!!!

BICICLETADA JUNINA
DATA: 26 de junho, Sexta-Feira.
Horário: Concentração 18:00h
Local: PRAÇA DAS BICICLETAS (Em frente ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios).
http://www.bicicletadadf.blogspot.com/


PASSEIO CICLÍSTICO RODAS DA PAZ

Traga toda a família e venha festejar e confraternizar neste que já é o maior e mais tradicional passeio ciclístico do país.

É aguardado, para este ano, a participação de quatro mil pessoas.

Neste ano, a ONG Rodas da Paz realiza o passeio em defesa dos 600 km de ciclovias, prometido pelo GDF, através do programa Pedala DF, mas que até agora praticamente não saiu do papel.

Não perca por nada!!!!


7° Passeio Ciclístico Rodas da Paz
DATA: 28 de junho, domingo.
Horário: Concentração 8:30h
Local: Em frente ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios.
Percurso: Museu da República, Esplanada dos Ministérios, Congresso Nacional, Ponte JK, Palácio do Planalto, Museu da República.
Distancia total: 15 km.
Duração: 2 horas.
http://www.rodasdapaz.org.br/

quinta-feira, 18 de junho de 2009

deu no Correio...

Praça das Bicicletas na Crônica da Cidade do Correio Braziliense:

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Setor de Diversões ganha espaço Amigos do Conic


A partir desta quarta-feira (10/6), os frequentadores assíduos do Conic vão ganhar um novo espaço. No local democrático, poetas, pintores e artistas poderão expor seus trabalhos e manifestos. A inauguração está marcada para às 12h30. O “Amigos do Conic”, nome dado ao espaço, funcionará no edifício T4, que fica atrás do Teatro Dulcina de Moraes. A tentativa é de não deixar o espaço morrer.

Um banner de 2 a 4 metros identificará o local. Os dizeres? Uma crônica da jornalista Conceição Freitas “Inquieto e Atrevido”, se refere à cronista ao Conic. A Orquestra Meninos de Ceilândia homenageará o evento. A diretoria da escola de samba carioca Beija-Flor, que visita Brasília, além de uma porta bandeira da escola também devem comparecer ao local.

Inquieto, Atrevido
Meia hora de Conic é suficiente para reduzir a pó a lengalenga de que Brasília é uma cidade fria. O Conic desarruma a cidade planejada, é insubordinado, pornográfico (“sexo ao vivo com a participação do público”), inquieto, múltiplo, negro, jovem, popular, cachaceiro,forrozeiro, evangélico.

Ontem, por exemplo, antes das oito da manhã, o Chico já estava insuflando as massas, convocando os companheiros para as agitações de mais um dia de greve dos vigilantes. Chico, o Vigilante, envelheceu, mas continua vigoroso. O ex-deputado federal, atual presidente do PT, fica muito bem de calça jeans e camisa de manga comprida. Bem melhor do que de terno e gravata. Tenho pra mim que o autêntico Chico é aquele
que cedinho vai pra porta da CUT. Não aquele do Congresso ou da Câmara Legislativa.

Há outros vigilantes no Conic. Os que por volta das dez da manhã já estão tomando cerveja em frente ao cine Ritz, por exemplo, vigiam as moças que farão, logo mais, streap tease e algo mais. Há outros que vigiam os restaurantes. Onze da manhã e já tem gente enfrentando um prato de arroz, feijão e carne de charque. Um rapaz vestido como se fosse um mágico — cartola e fraque — descansa numa cadeira de praia em frente a uma loja de discos. Vigia o sonho.

No Quiosque Cultural do Ivan da Presença, fico sabendo que hoje será inaugurada a Praça das Bicicletas, dos skates, dos patins, dos rolimãs, dos patinetes%u2026 A nova praça da capital planejada não nasceu numa prancheta. Nem foi autorizada pelo Iphan. Também não se gastou um centavo do dinheiro público. A praça surgiu do uso que a população passou a fazer daquele mar de cimento que envolve o Museu e a Biblioteca Nacional. Se o projeto de Niemeyer afugentou a vegetação, os brasilienses inventaram um novo modo de vida naquele chão inóspito, a Praça das Bicicletas. A entidade que está organizando a inauguração, a BicicletadaDF, pretende juntar música e arte ao protesto “contra a sociedade do automóvel”.

No Conic também fiquei sabendo que hoje à noite, no Teatro da Caixa, haverá o 1º Encontro Nordestino de Cordel em Brasília. Só é de se estranhar, que numa cidade tão nordestina, este seja o primeiro encontro de cordelistas. O Conic também me contou que no final de semana que vem Olhos d’Água realiza a 72ª Feira do Troca. Faz parte da programação o Ziriguidum do Além do inesgotável Renato Matos.

Tivesse a cronista mais preparo físico, participaria com gosto da 9ª Cavalgada ao Muquém, nos dias 6 e 7 do mês que está chegando. Brasília ainda desconhece o fenômeno que é a centenária festa religiosa do Muquém, que ocorre em Niquelândia, todo mês de junho, há mais de duzentos anos. É a mais antiga romaria de Goiás. As estimativas variam, mas, por baixo, mais de 150 mil pessoas participam dos 10 dias da festa que começa com uma procissão de 45 quilômetros pela Rodovia da Fé que vai de Niquelândia, a 360km de Brasília, ao povoado de Muquém. Mais informações no quiosque do Ivan.

Deixo o Conic ao som de um forró de pé de serra saindo de uma loja de roupas. No Conic, Brasília é uma cidade qualquer e isso é muito bom! (CF)

http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2009/06/09/noticia_interna/id_sessao=13&id_noticia=117311/noticia_interna.shtml

Cine-Pedal: dia 25 de junho!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A praça das Bicicletas resiste...



relato enviado pelo Uirá:

"Pessoal,

Ontem passei pela nossa praça e fiquei muito contente ao ver duas bicicletas paradas no paraciclo que instalamos na última Bicicletada.

Os donos não estavam por perto. Deviam ter ido ao museu e deixaram as magrelas no local mais bacana do inóspito cimentão.

Incrivelmente, a gigante estrutura montada pela galera cicloativista – um paraciclo e uma placa – tem resistido. Parece que a placa está um pouco mais para baixo no poste. Não se por culpa do vento ou de algum carrólatra revoltado. Se foi culpa de um carrólatra, ele estava sozinho e não teve condições de fazer uma pirâmide humana e alcançar a placa.

Vejam a foto!

Aêêê, Bicicletada!!!!"

quarta-feira, 10 de junho de 2009

aluguel de bicicletas em brasília

vejam a opinião desse camarada sobre o aluguel de bicicletas em brasília. só porque amaneira como as cidades, e consequentemente o trânsito, é horrível nós devemos aceitar às imposições da sociedade do automóvel e não fazer nada? acho que não, espero que não. eu sou um dos "funcionários públicos" que ele cita no artigo e me dispus a andar de bicicleta na secura de Brasília tem bastante tempo. confiram:

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A licitação de aluguel de bicicletas foi suspensa. Amém! Aluguel de bicicletas no DF parece a coisa mais ridícula que já passou por aqui, vamos combinar.

O Tribunal de Contas do Distrito Federal decidiu e a Secretaria de Transportes obedeceu. A ideia do governo era conceder a uma empresa “qualquer” o direito de instalar, operar, além da manutenção de 50 estações de locação de bicicletas. O recebimento e abertura dos envelopes de habilitação e proposta ocorreriam logo mais, às 9h.

O órgão vai recorrer da decisão. Só queria entender: quem é que vai, em uma cidade geograficamente malvada com seus moradores, alugar uma bicicleta e sair para trabalhar para desafogar o trânsito?

Alguém já parou para pensar que a maioria dos trabalhadores da cidade trabalham de terno ou roupa social?

A maior parte desses funcionários “enternados” é funcionário público e jamais deixará o seu Civic para andar de bike por aí?

Que os trabalhadores mais pobres da cidade mal têm dinheiro para pagar ônibus ou metrô, quem dirá para alugar um “camelo” para sair cidade afora?

Que nossos motoristas ainda não são educados para repeitar pedestres, tampouco ciclistas, e que correm o sério risco de aumentar o número de acidentes com eles? Uma funcionária deste jornal, por exemplo, foi atropelada enquanto seguia a ideia do governo e usava bicicleta e ciclovia para vir trabalhar, há três semanas.

Por hora, é só. Espero que o TCDF não abra guarda e impeça realmente mais uma licitação “sem quê nem pra quê”. Aliás, licitar a empresa que fará a coleta de lixo no DF é bem mais urgente. E necessária. Para a saúde e a moral desta cidade.

Retirado daqui ó: http://www.jornalalobrasilia.com.br/blogs/?IdBlog=6&IdPost=785

mais barato de ônibus.

matéria (tosquinha) que mostra alguns dos motivos porque é mais barato e mais legal andar de ônibus do que de carro.

http://www.correioweb.com.br/tvbrasilia/index.htm?id=2621

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ciclovia virtual




retirado de: http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/080/mente_aberta/conteudo_470660.shtml

A ideia é genial: um projetor a laser acoplado na traseira da bicicleta desenha no asfalto duas linhas vermelhas com o símbolo universal dos ciclistas ao centro. Aonde a bike vai, a imagem segue atrás. Como a maioria das cidades não tem ciclovias, o apetrecho é uma baita mão na roda para o ciclista noturno circular com mais segurança pelas ruas. O objetivo é exatamente chamar a atenção dos motoristas para o fato de que é fundamental manter distância das bicicletas. O produto foi idealizado pelo escritório de design americano Altitude (www.altitudeinc.com) para uma competição cuja intenção era promover o ciclismo. “Cansei de ver amigos sendo atingidos no trânsito. O que mais afasta os ciclistas das ruas é o medo de dividi-las com os carros”, diz o engenheiro mecânico Alex Tee, um dos idealizadores do LightLane. Originalmente era para ser apenas um protótipo, mas o sucesso foi tamanho que o escritório segue desenvolvendo o produto. E, se tudo der certo, ele será comercializado no ano que vem nos Estados Unidos.

na nossa pele...

Motoristas de ônibus viram ciclistas para aprender a conviver com bicicletas em SP

Ação da prefeitura visa conscientizar motoristas sobre respeito ao ciclista.
Atualmente, 60 mil condutores de ônibus trabalham na capital paulista.

Cerca de 80 motoristas de ônibus de São Paulo deixaram os coletivos e montaram em bicicletas neste domingo (7) em uma atividade de conscientização para incentivar o respeito aos ciclistas no trânsito. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, há 60 mil motoristas de ônibus em atuação na capital paulista. O objetivo da prefeitura com o treinamento é reduzir o número de acidentes envolvendo ônibus e ciclistas na cidade. De 2007 para 2008, houve uma redução de 9% no número de ciclistas mortos em acidentes com coletivos, de acordo com a secretaria. (Foto: Daniel Haidar/G1)

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1186029-5605,00.html

domingo, 7 de junho de 2009

Bicicletada de maio - Inauguração da Praça das Bicicletas

Algumas imagens da Bicicletada de inauguração da Praça das Bicicletas, no dia 29 de maio de 2009.
Fotos e vídeos da histórica Bicicletada de inauguração da nossa praça, no cimentão estéril da Esplanada.
Graças à intervenção, Brasília ganhou um local mais humano, com um paraciclo e uma placa. A praça é o tradicional ponto de encontro dos bicicleteiros da capital federal.


Momentos antes, o tradicional registro do caos automotivo

Homenagem com velas

Concentração e homenagem às centenas de ciclistas mortos

A inusitada pirâmide humana, formada para instalar a placa

Placa e paraciclo instalados
Invasão das bicicletas na W3

Bicicletas por um mundo melhor!

video

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

duas coisas bacanas e uma palha...


...de se pedalar no trânsito.

É bacana...

...
pedalar pela cidade e sentir o cheiro das coisas. Grama recém-cortada, pão quente na padaria, chuva que começa a cair. Os carros são ferramentas que separam o nosso contato com o mundo. A bicicleta promove uma interação.

...ver detalhes que você nunca viu em caminhos que você faz todos os dias, às vezes por anos, quando passava de ônibus ou de carro. A cidade fica diferente vista de cima da bicicleta.

É palha...

...encontrar um pneu vazio quando se está saindo do trabalho e ter que andar uns 2 km até o posto mais próximo. (anotação mental: andar sempre com uma bomba de ar).


quarta-feira, 3 de junho de 2009

General Motors, crise econômica e Michael Moore.



Segue um textinho, traduzido pelo pessoal do Apocalipse Motorizado, sobre a falência da GM escrito pelo Michael Moore. O cara pode ter vários pontos questionáveis, mas ele possui uma certa propriedade pra falar desse tema, porque ele cresceu em uma cidade que foi a falência devido a ânsia do por lucro da GM.

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Adeus, General Motors

por Michael Moore (traduzido daqui por luddista)


Escrevo na manhã que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terá oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terá chegado ao fim.

Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares cheios de ansiedade a respeito do futuro da GM e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estão abandonados por aqui. Imagine o que seria se você vivesse em uma cidade onde uma a cada duas casas estão vazias. Como você se sentiria?

É com triste ironia que a empresa que inventou a “obsolescência programada” – a decisão de construir carros que se destroem em poucos anos, assim o consumidor tem que comprar outro – tenha se tornado ela mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o público queria, com baixo consumo de combustível, confortáveis e seguros. Ah, e que não caíssem aos pedaços depois de dois anos. A GM lutou aguerridamente contra todas as formas de regulação ambiental e de segurança. Seus executivos arrogantemente ignoraram os “inferiores” carros japoneses e alemães, carros que poderiam se tornar um padrão para os compradores de automóveis. A GM ainda lutou contra o trabalho sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para “melhorar” sua produtividade a curto prazo.

No começo da década de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes, milhares de postos de trabalho foram movidos para o México e outros países, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores americanos. A estupidez dessa política foi que, ao eliminar a renda de tantas famílias americanas, eles eliminaram também uma parte dos compradores de carros. A História irá registrar esse momento da mesma maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do sistema de abastecimento de água dos antigos romanos, que colocaram chumbo em seus aquedutos.

Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda não está frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Não se trata do prazer da vingança contra uma corporação que destruiu a minha cidade natal, trazendo miséria, desestruturação familiar, debilitação física e mental, alcoolismo e dependência por drogas para as pessoas que cresceram junto comigo. Também não sinto prazer sabendo que mais de 21 mil trabalhadores da GM serão informados que eles também perderam o emprego.

Mas você, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros! Eu sei, eu sei – quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de carros? Quem entre nós quer ver 50 bilhões de dólares de impostos jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito disso: a única forma de salvar a GM é matar a GM. Salvar a preciosa infra-estrutura industrial, no entanto, é outra conversa e deve ser prioridade máxima.

Se permitirmos o fechamento das fábricas, perceberemos que elas poderiam ter sido responsáveis pela construção dos sistemas de energia alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que a melhor forma de nos transportarmos é sobre bondes, trens-bala e ônibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mão-de-obra especializada?

Já que a GM será “reorganizada” pelo governo federal e pela corte de falências, aqui vai uma sugestão ao Presidente Obama, para o bem dos trabalhadores, da GM, das comunidades e da nação. 20 anos atrás eu fiz o filme “Roger & Eu”, onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas políticos tivessem ouvido, talvez boa parte do que está acontecendo agora pudesse ter sido evitada. Baseado nesse histórico, solicito que a seguinte ideia seja considerada:

1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer à nação que estamos em guerra e que devemos imediatamente converter nossas fábricas de carros em indústrias de transporte coletivo e veículos que usem energia alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua produção de automóveis e adaptou suas linhas de montagem para construir aviões, tanques e metralhadoras. Esta conversão não levou muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados.

Estamos agora em um tipo diferente de guerra – uma guerra que nós travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje verdadeiras armas de destruição em massa, responsáveis pelas mudanças climáticas e pelo derretimento da calota polar.

As coisas que chamamos de “carros” podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza. Continuar a construir essas “coisas” irá levar à ruína a nossa espécie e boa parte do planeta.

A outra frente desta guerra está sendo bancada pela indústria do petróleo contra você e eu. Eles estão comprometidos a extrair todo o petróleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estão “chupando até o caroço”. E como os madeireiros que ficaram milionários no começo do século 20, eles não estão nem aí para as futuras gerações.

Os barões do petróleo não estão contando ao público o que sabem ser verdade: que temos apenas mais algumas décadas de petróleo no planeta. À medida que esse dia se aproxima, é bom estar preparado para o surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de gasolina.

Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente converter suas fábricas para novos e necessários usos.

2. Não coloque mais US$30 bilhões nos cofres da GM para que ela continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para manter a força de trabalho empregada, assim eles poderão começar a construir os meios de transporte do século XXI.

3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o país em cinco anos. O Japão está celebrando o 45o aniversário do seu primeiro trem bala este ano. Agora eles já têm dezenas. A velocidade média: 265km/h. Média de atrasos nos trens: 30 segundos. Eles já têm esses trens há quase 5 décadas e nós não temos sequer um! O fato de já existir tecnologia capaz de nos transportar de Nova Iorque até Los Angeles em 17 horas de trem e que esta tecnologia não tenha sido usada é algo criminoso. Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por todo o país. De Chicago até Detroit em menos de 2 horas. De Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser feito agora.

4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veículos leves sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho médio. Construa esses trens nas fábricas da GM. E contrate mão-de-obra local para instalar e manter esse sistema funcionando.

5. Para as pessoas nas áreas rurais não servidas pelas linhas de bonde, faça com que as fábricas da GM construam ônibus energeticamente eficientes e limpos.

6. Por enquanto, algumas destas fábricas podem produzir carros híbridos ou elétricos (e suas baterias). Levará algum tempo para que as pessoas se acostumem às novas formas de se transportar, então se ainda teremos automóveis, que eles sejam melhores do que os atuais. Podemos começar a construir tudo isso nos próximos meses (não acredite em quem lhe disser que a adaptação das fábricas levará alguns anos – isso não é verdade)

7. Transforme algumas das fábricas abandonadas da GM em espaços para moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia alternativa. Precisamos de milhares de painéis solares imediatamente. E temos mão-de-obra capacitada a construí-los.

8. Dê incentivos fiscais àqueles que usem carros híbridos, ônibus ou trens. Também incentive os que convertem suas casas para usar energia alternativa.

9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto em cada galão de gasolina. Isso irá fazer com que mais e mais pessoas convertam seus carros para modelos mais econômicos ou passem a usar as novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automóveis irão construir.

Bom, esse é um começo. Mas por favor, não salve a General Motors, já que uma versão reduzida da companhia não fará nada a não ser construir mais Chevys ou Cadillacs. Isso não é uma solução de longo prazo.

Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente – e no de trás também. Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. É um novo dia e um novo século. O Presidente – e os sindicatos dos trabalhadores da indústria automobilística – devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste.

Ontem, a última sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos.

Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as “Flint – Michigans” deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que nós podemos fazer um trabalho melhor.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Bicicletada no Jornal Campus.

A Bicicletada e a inauguração da praça das bicicletas sairam no jornal Campus online, da UnB. confira abaixo, ou no link: http://www.fac.unb.br/campusonline/

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Pra todo mundo


A inauguração da Praça das Bicicletas, na última sexta-feira, encheu de significado o espaço vazio bem no centro de Brasília


4_bicicletada


“Alô alô, bicicleteiros! A partir de hoje, oficialmente – mas não burocraticamente –, está inaugurada a Praça das Bicicletas.” Assim começou a noite em que o amplo espaço de concreto entre a Biblioteca Nacional e o Museu da República ganhou um nome e um sentido de convivência e integração mais humano.2_bicicletada

Toda última sexta-feira do mês, o local é ponto de encontro dos participantes da Bicicletada. O evento reúne ciclistas interessados em reivindicar seu espaço nas ruas, o reconhecimento das bicicletas como meio de transporte na malha de trânsito, e condições favoráveis para a prática do ciclismo com segurança.

“A ideia é criar um espaço de referência pra um grupo de pessoas que tentam meios alternativos no trânsito e não conseguem”. Segundo Artur Sinimbu, ex-estudante de Ciência Política e cicloativista, andar de bicicleta em Brasília é um desafio diário. “O desafio de pedalar numa cidade construída para carros”.

Apesar do clima descontraído, não se trata de um simples passeio ciclístico. A força política do evento fica estampada no perfil da maioria dos presentes. O jornalista Pedro Poney participa ativamente da organização das bicicletadas, e afirma que até a palavra organização, aí, pode soar equivocada: “a gente brinca falando que isso aqui é uma coincidência organizada”.

Origem

A “coincidência organizada” tem uma amplitude maior do que se pode imaginar. A inspiração veio de São Francisco, nos Estados Unidos, onde movimentos em prol de uma vida sem automóvel acontecem desde 1992 e são chamados de Critical Mass. No Brasil, as iniciativas ganharam o nome de Bicicletada e acontecem, simultaneamente, em diversas cidades de quase 21 estados.

Em meio à pluralidade que a Bicicletada adquire – resultado das características do movimento em cada cidade onde acontece –, uma noção é comum a todos esses lugares: a crítica à sociedade do automóvel e a todos os problemas que dela decorrem. São evidentes os prejuízos à qualidade de vida que uma rotina diária em engarrafamentos, estacionamentos sem vaga e poluição podem causar.

Outra caracterís3_bicicletadatica comum da Bicicletada nas diferentes cidades é que não há líderes ou estatuto, possibilitando a participação de todos os tipos de gente. Uns são mais ligados a razões ambientais, outros à prática de atividade física, outros movidos pela consciência política. Motivações variadas, interesse igual. Segundo Pedro Poney, “o que é caótico pra umas pessoas, é uma experiência inspiradora pra outras”.

Além de chamar a atenção para os aspectos alarmantes do trânsito em Brasília, a inauguração da Praça das Bicicletas foi um ato simbólico também por promover a ocupação do espaço público numa cidade tão pouco convidativa à interação entre as pessoas fora de limites privados. Entre apitos, balões coloridos e muitas bicicletas, após a fixação da placa nomeando a Praça, os participantes saíram a pedalar. Todos celebrando o dia em que, andando em grupo, os ciclistas tomam a pista e impõem um novo ritmo aos automóveis.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Calendário Bicicleteiro: Junho de 2009

Para se manter em constante movimento e para promover encontros em meio a Sociedade do Automóvel, a Bicicletada Brasília organiza um calendário bicicleteiro que pretende serguir por todos os meses, cada vez com mais atividades.

Primeira semana de junho, quinta-feira dia 04: Reunião Bicicleteira!

Encontro para termos um pouco mais de tempo para conversarmos e confabularmos sobre a Bicicletada. Para que os próximos pedais sejam cada vez mais intensos, divertidos e contraventores. Às 18h na Praça das Bicicletas, ao lado do Museu do Ovo.

Terceira semana de junho: Cine-Pedal!

Exibição itinerante de filmes sobre bicicleta, questões ambientais, nossas cidades e qualquer outra coisa que a gente achar relevante. Cada mês em um cine-clube da cidade. Nesse mês, exibição do clássico do realismo italiano Ladrões de Bicicletas, com abertura de curtas, reportagens e outros vídeos sobre bicicletas.

Última sexta do mês, dia 26/06: Bicicletada!
Hora de colocar as bicicletas nas ruas, retomar a cidade e um pouco das nossas vidas. Concentração às 18h no cimento do Museu, a nossa Praça das Bicicletas.

Nesse mês, festa junina na praça!